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China sobretaxa soja americana e produto continua valorizado no Brasil

Conab divulga expectativas de mercado para a próxima safra

O cenário para a exportação da soja deverá manter-se aquecido, mas a commodity do milho pode enfrentar um mercado acirrado em 2019. As análises são resultados de estudos realizados por analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta segunda-feira (20), e que indicam quais as tendências das principais culturas para a próxima safra. Embora o estudo completo traga pesquisas de diversos produtos, a divulgação esteve focada nas três maiores do país: soja, milho e arroz.

Soja – O estudo aponta para os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que acredita que a safra mundial de soja em grãos deve ser a maior da história, com 367 milhões de toneladas. Desse total, os Estados Unidos devem plantar 124 milhões e o Brasil 120 milhões de toneladas. “Os chineses estão taxando em 25% a soja em grãos americana e, com isso, as exportações de soja no Brasil deverão manter-se aquecidas no próximo ano, pois somos o único país capaz de vender o produto e ocupar o espaço deixado pelos norte-americanos”, explica Leonardo Amazonas, analista de mercado de soja da Conab. “Por isso, a área de soja brasileira para a safra 2018/2019 deve aumentar”, acrescenta.

A perspectiva para a safra 2018/19 de soja é positiva, segundo a análise. Acredita-se que a produção deverá ser maior que a atual (2017/18), devido ao aumento de área para suprir a demandas internacionais, e poderá superar as expectativas, a depender do clima.

Milho – O produtor deve encontrar um cenário mais confortável para a safra 2018/19, tanto no que diz respeito ao abastecimento no mercado como em relação ao aumento de produção. Para o mercado, no entanto, o resultado das eleições poderá afetar nos preços internos, uma que os efeitos na economia nacional podem trazer variações significativas no dólar. As questões relacionadas ao frete também deverão influenciar no direcionamento do mercado de milho para a safra seguinte. Neste caso, isso poderá acontecer devido ao tabelamento de preços, que deve aumentar o preço final do frete e, consequentemente, reduzir o interesse do produtor pela venda do produto. Isso causaria o aumento na quantidade de milho em estoque e a redução de preço.

Já no cenário externo as oportunidades de comercialização para o Brasil apontam para China e México. Entretanto, os Estados Unidos devem manter sua produção e também a disputa do mercado, o qual não pretendem perdê-lo para o Brasil e para a Argentina.

Arroz – O cenário nacional e internacional para o arroz estiveram em situações opostas no primeiro semestre de 2018. Embora tenha havido uma boa produção mundial, esta foi acompanhada também de aumento da demanda, o que acarretou alta nos preços. No Brasil a produção do grão manteve-se dentro da média histórica. Mas a expectativa de aumento no estoque de passagem acarretou significativa desvalorização nos preços locais, uma vez que aumenta o poder de barganha das indústrias, frente aos produtores. Esta tendência, entretanto, não se concretizou, devido aos significativos superavits na balança comercial, a partir de novembro de 2017. Hoje, a projeção é de estoque de passagem reduzido para a próxima safra e de mais equilíbrio entre a oferta e a demanda interna.

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