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Soja

Importações Chinesas de Soja Devem Passar de 105 Milhões de Toneladas em 2029

 

Nosso resumo mensal traz os eventos principais de julho e o que observar em agosto. Começando pela economia mundial, o mundo segue acompanhando, diariamente, os impactos das políticas de isolamento, números de infeções e fatalidades e a consequente queda da confiança na economia mundial. O PIB dos EUA sofreu a maior redução da história em um trimestre, segundo o Departamento de Comércio, com queda de 32,9% entre abril e junho de 2020. Mas em alguns países emergentes um clima de maior otimismo começa a prevalecer com o não aparecimento de segundas ondas de infecções e a retomada gradual das atividades econômicas.

Na economia brasileira, o mercado melhorou suas expectativas para o PIB de 2020, mas ainda com retração de 5,77%, e recuperação em 2021 de 3,5%. Segundo o boletim Focus do BACEN (24 de julho), o IPCA deve fechar 2020 em 1,67% e 2021 em 3,0%, já a meta Selic, para os respectivos anos, deve encerrar em 2,0% e 3,0%. A projeção do câmbio é de R$ 5,20 no fechamento deste ano e R$ 5,00 no próximo. No momento do fechamento desta coluna a taxa cambial estava em 1US$ = R$ 5,18. É interessante que a cada projeção melhora um pouco a perspectiva, aparentemente há mais ânimo que no mês passado.

Entre estudos internacionais deste mês, destaca-se um realizado pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME) que revela redução na população global a partir de 2050, além de mudanças representativas na pirâmide etária em 2100. Com a redução de população ativa, alguns países como China e Índia devem apresentar menores taxas de crescimento econômico. No Brasil, o pico populacional deve acontecer em 2043, com 245 milhões de habitantes, fechando 2100 com 164 milhões. Interessante observar isso, pois a onda de expansão quantitativa do agro brasileiro não será eterna.

Ainda nos temas do mês, uma área que deve crescer brutalmente é a dos fundos verdes, ligados a projetos que tragam ganhos ambientais, com grandes grupos financeiros ampliando o direcionamento de recursos para negociação de fundos verdes no país. Atualmente, o Brasil possui R$ 30 bilhões em fundos desse tipo, valor muito menor que o mercado global, que é de U$ 1 trilhão. Investidores estrangeiros e organizações brasileiras iniciaram a estruturação das primeiras emissões de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA) em dólar (possibilitada pela MP do Agro) para financiamento do setor produtivo, o que deve aportar investimentos de US$ 550 milhões em títulos envolvendo uma cerealista e uma usina de biocombustíveis. As emissões de títulos de CRA em 2019 tiveram um aumento de 78,5%, e em 2020, já movimentaram mais de 8,3 bilhões. No primeiro semestre de 2020, as emissões foram 11,5% maiores que o mesmo período de 2019.

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