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Igarapava

Seis de sete são soltos acusados de fraudes em Igarapava

Foram soltos nesta quinta-feira (9) seis dos sete presos na segunda fase da Operação Pândega, que investiga um suposto esquema de fraude e desvio de verbas em licitações em Igarapava (SP), entre 2013 e 2016.

A vereadora Cecília Carolina Silveira (PRB), os ex-parlamentares Ricardo Mateus, o Ricardinho Abobrinha (PSL), Jair Xavier Bisinoto, o Jubai (PSC), e João Gabriel Silveira (PTB), a empresária Márcia Maria da Silva e o farmacêutico Bruno Bisinoto, foram libertados após vencer o prazo dos mandados de prisão temporária, expedidos no fim de julho deste ano pela Justiça.

Também alvos da operação, são mantidos presos o vereador Luís Antônio de Souza, o Tiekinha (PTB), e Carlos Augusto de Freitas (PSD) e Sérgio Augusto de Freitas, ambos ex-prefeitos de Igaparava. Os irmãos Freitas estão presos desde julho de 2017, quando foi deflagrada a primeira fase da investigação.

Segundo o Ministério Público (MP), os dois vereadores e os três ex-parlamentares são apontados em um esquema que ajudou a elevar o déficit orçamentário do município. A Promotoria afirma que os suspeitos aprovaram projetos de lei em apoio à gestão de Carlos Augusto, de 2013 a 2016, para recebimento de vantagens ilícitas em troca.

Os valores não foram informados pelo Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além das leis forjadas, os promotores estimam que os suspeitos tenham agido sobre contratos superfaturados nos valores de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões.

Todos são investigados por organização criminosa, corrupção passiva e ativa, falsidade, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. De acordo com o MP, um ‘mensalinho’ era pago a mando do ex-prefeito aos vereadores. Os valores eram distribuídos por um empresário preso na primeira fase da operação e detentor de vários contratos milionários com o município.

Os promotores afirmam que os parlamentares recebiam combustível, produtos diversos, cheque ou dinheiro. Em troca, deviam apoio total ao chefe do Executivo.

Todos são investigados por organização criminosa, corrupção passiva e ativa, falsidade, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. De acordo com o MP, um ‘mensalinho’ era pago a mando do ex-prefeito aos vereadores. Os valores eram distribuídos por um empresário preso na primeira fase da operação e detentor de vários contratos milionários com o município.

Apesar da liberdade, a vereadora Cecília Carolina Silveira não poderá voltar ao cargo por determinação da Justiça, assim como os três ex-parlamentares não poderão ser empossados como suplentes.

Origem da investigação

Segundo o MP, a descoberta do esquema foi possível após a prisão do ex-prefeito Carlos Augusto César, do irmão dele Sérgio Augusto de Freitas e de mais quatro pessoas, em julho de 2017.

De acordo com o Gaeco, o grupo fraudou procedimentos e dispensou indevidamente licitações, especialmente para prestação de serviços de transporte de pacientes da área da saúde e de estudantes, para favorecer determinadas empresas.

Na época, e-mails interceptados apontaram que o irmão do ex-prefeito atuava diretamente no andamento das licitações, sem ter qualquer vínculo empregatício com a administração pública.

Ainda de acordo com o promotor, as empresas eram escolhidas com antecedência pela organização criminosa. Uma ex-servidora, também presa na operação, teria sido nomeada pelo então prefeito para cuidar dos desvios.

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