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Após 1ª suspeita de coronavírus em Ribeirão Preto, secretário diz que não há motivo para pânico

Fonte: EPTV

Após a Secretaria Municipal de Saúde informar que monitora um caso suspeito de coronavírus em Ribeirão Preto (SP), o secretário Sandro Scarpelini disse nesta quinta-feira (27) que não há motivo para preocupação da população.

“Vamos tomando as medidas conforme for acontecendo os casos, fazendo as notificações, seguindo os pacientes. Temos que tomar cuidado, controlar e observar”, afirmou Scarpelini, durante coletiva de imprensa.

O paciente é um empresário, de 42 anos, que esteve na Itália a trabalho por 30 dias. Ao retornar ao Brasil, há cinco dias, ele foi atendido com sintomas respiratórios em um hospital particular.

De acordo com o médico infectologista do Hospital das Clínicas (HC) Benedito Lopes da Fonseca, os profissionais de saúde estão sendo orientados sobre os protocolos a serem seguidos, e os hospitais de Ribeirão Preto estão preparados para tratar pacientes que, eventualmente, sejam diagnosticados.

Secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini — Foto: Reprodução/ EPTV

Secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini — Foto: Reprodução/ EPTV

Acompanhamento

A Secretaria Estadual de Saúde monitora a suspeita em Ribeirão Preto e outras duas em Franca (SP). Ao todo, o estado de São Paulo tem 85 notificações em investigação.

Segundo Scarpelini, a maioria dos casos é parecida com um resfriado comum, com tosse, febre e coriza. Assim, as pessoas que viajaram nos últimos meses aos países da Europa, Ásia e Oriente Médio – regiões com casos confirmados -, precisam ser monitoradas diariamente, caso apresentem sintomas.

“Aqueles que estão passando pelo resfriado, têm que ficar em casa e serem monitorados. Mas, estamos controlando, estamos vendo. O importante é a gente saber de todos os casos, e quanto mais a gente conseguir bloquear [a situação], é melhor”, disse.

População deve tomar cuidados com higiene para evitar contágio — Foto: Reprodução/EPTV

População deve tomar cuidados com higiene para evitar contágio — Foto: Reprodução/EPTV

Primeira suspeita

O empresário com sintomas segue em isolamento em casa, e passa bem. Todas as cinco pessoas que mantiveram contato com ele estão sendo acompanhadas, segundo a Secretaria de Saúde.

A chefe da Vigilância Epidemiológica, Luiza Romagnoli Passo, disse que o homem chegou à cidade no dia 22 de fevereiro, após passar um período no Norte da Itália. Ele embarcou em um voo direto de Milão, no Norte do país europeu, até Guarulhos (SP), e não teve contato com o primeiro paciente que foi diagnosticado com a doença no Brasil.

“Ele chegou de viagem e, como era Carnaval, ficou mais recluso e foi ao serviço de saúde para ser atendido, preocupado com as notícias, porque a mídia tem falado continuamente. Ele estava assintomático, mas foi apresentar sintomas ontem [26 de fevereiro], quando apresentou coriza e começou com dor de garganta”, afirmou Luiza.

A maioria dos casos de coronavírus foram registrados na China, mas outros países também estão combatendo o vírus — Foto: Getty Images via BBC

A maioria dos casos de coronavírus foram registrados na China, mas outros países também estão combatendo o vírus — Foto: Getty Images via BBC

Máscaras, higiene e protocolos

O infectologista Benedito Lopes da Fonseca diz que amostras coletadas de pacientes que apresentem quadro compatível com o Covid-19 serão sempre enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP), para testes.

“Mesmo que se faça o diagnóstico aqui, do mesmo jeito que foi feito no Hospital Albert Einstein, é necessário que o Instituto Adolfo Lutz, confira o diagnóstico. Esse é o protocolo do Ministério da Saúde e é o que a Secretaria do Estado de São Paulo está assumindo”, explicou.

Segundo Fonseca, pessoas que não tiveram contato com o coronavírus não precisam usar máscaras.

“Só é importante usar máscara o paciente que está sendo investigado. No momento em que ele tosse ou espirra, essa máscara por estar tão perto do rosto, ela serve como anteparo de produzir partículas.”

O especialista enfatiza que os cuidados com a higiene das mãos e a proteção do espirro, por exemplo, com lenços de papel, são importantes para evitar o contágio.

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