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A resident wearing a respiratory mask pushes her cart after shopping in a supermarket on February 23, 2020 in the small Italian town of Casalpusterlengo, under the shadow of a new coronavirus outbreak, as Italy took drastic containment steps as worldwide fears over the epidemic spiralled. (Photo by Miguel MEDINA / AFP)
A resident wearing a respiratory mask pushes her cart after shopping in a supermarket on February 23, 2020 in the small Italian town of Casalpusterlengo, under the shadow of a new coronavirus outbreak, as Italy took drastic containment steps as worldwide fears over the epidemic spiralled. (Photo by Miguel MEDINA / AFP)

Avanço global do coronavírus deve levar governo a cortar previsão de alta do PIB

O Ministério da Economia deve revisar a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2020 por causa do efeito do alastramento da epidemia do coronavírus pelo mundo e no Brasil. A posição sobre a estimativa do PIB deve ocorrer até o fim da próxima semana.

Na quinta, 27, o mercado voltou a ter um dia volátil. As Bolsas americanas registraram a sexta queda consecutiva e caíram mais de 4%. No Brasil, o Ibovespa recuou 2,59% após muita oscilação e o dólar fechou em R$ 4,47.

Sem a promessa de adoção de medidas de estímulo pela equipe econômica, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE), Adolfo Sachsida, disse que o melhor “remédio” para enfrentar os efeitos negativos da epidemia no crescimento econômico é avançar nas reformas no Congresso.

Cauteloso, o secretário evitou falar em números, mas reconheceu que o cenário piorou bastante nas duas últimas semanas, diante da expansão do vírus no mundo. “Teremos uma posição mais sólida no fim da próxima semana. Por ora, mantemos a previsão de alta de 2,4%”, disse Sachsida ao Estado.

A SPE é a área responsável pela elaboração das previsões oficiais de crescimento do PIB do governo brasileiro. As revisões têm sido anunciadas oficialmente pela secretaria assim que os números são refeitos, seja num cenário de alta ou de baixa.

Para fazer a avaliação, o secretário disse que a SPE tem monitorado diariamente três fatores que podem apontar o impacto do coronavírus na economia do Brasil: o crescimento no resto do mundo, a evolução do mercado internacional de commodities e a eventual falta de insumos comprados no exterior para abastecer a indústria local.

Ele negou que o governo pretenda adotar medidas extraordinárias de estímulo econômico para mitigar o impacto do coronavírus. Sachsida insistiu na necessidade de o Brasil continuar com o processo de consolidação fiscal.

Sobre a crise com o Congresso em torno do acordo do Orçamento de 2020, o secretário disse que confia na capacidade de articulação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do Palácio do Planalto. “Confio no nosso time e sei que vai ser resolvido.”

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Autor redacao

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