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Barretos e Colômbia estão entre as 3 cidades com mais focos de queimadas no estado

Barretos (SP) é o município paulista com maior registro de queimadas em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até esta quarta-feira (18), 613 focos de incêndio foram identificados na cidade, contra 462 em todo o ano passado.

Em terceiro lugar do ranking estadual, ainda de acordo com o Inpe, Colômbia (SP) registrou 538 incêndios desde janeiro, contra 301 em todo o ano passado. Aramina (SP), Morro Agudo (SP) e Guaíra (SP) também figuram entre as 15 cidades paulistas com maior número de queimadas.

Os dados do Inpe são embasados em imagens de satélite e representam diversos tipos de queimadas, desde incêndios em plantações e matas, até fogo em terrenos urbanos. Em Ribeirão Preto (SP), maior cidade da região, o instituto registrou 222 focos.

Vídeos gravados com drone pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram uma névoa de poeira cobrindo Ribeirão na manhã desta quarta-feira. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a qualidade do ar chega a “muito ruim” em algumas horas do dia.

 

Nuvem de fumaça encobre Ribeirão Preto (SP) na tarde de quinta-feira (19) — Foto: Reprodução/EPTV Nuvem de fumaça encobre Ribeirão Preto (SP) na tarde de quinta-feira (19) — Foto: Reprodução/EPTV

Nuvem de fumaça encobre Ribeirão Preto (SP) na tarde de quinta-feira (19) — Foto: Reprodução/EPTV

 

“Está difícil, complicado, o tempo está muito seco, tem que ficar pingando soro no nariz, bastante água para hidratar. Tem que chover para salvar a gente. Não sei como a gente vai fazer, está difícil”, diz a vendedora e manicure Marcilene Martins Magri.

Nesta quarta-feira, o fogo destruiu plantações e matou animais no assentamento rural Fazenda da Barra. O vento forte ajudou a espalhar as chamas pela zona rural e a fumaça encobriu Ribeirão. A Defesa Civil chegou a emitir um alerta para baixa umidade do ar.

Na zona Sul de Ribeirão, imagens gravadas pelo drone também mostram uma extensa área de vegetação destruída pelo fogo próximo ao Jardim Nova Aliança e à Mata de Santa Tereza, na Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira (Anel Viário Sul).

“Quem aguenta essa poeira? Dentro de casa está um caos. Eu lavo o chinelo no tanque, entro em casa e já está sujo de novo. A casa está coberta de poeira e está tudo fechado, vitro, tudo. Não está fácil, esse pó está feio”, reclama o aposentado Sebastião Bueno.

 

Produtor rural toma água diante do sol escaldante em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV Produtor rural toma água diante do sol escaldante em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Produtor rural toma água diante do sol escaldante em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Recomendações

A médica pneumologista Giselle Consonni explica que a baixa umidade relativa do ar associada à poeira e à fuligem suspensas prejudicam a saúde. Ela recomenda os moradores a evitar ambientes externos e só realizar atividades físicas em locais com nível de poluição controlado.

“As partículas são extremamente prejudiciais ao aparelho respiratório. O ar seco também carrega vírus e bactérias, então os agentes infecciosos também circulam mais facilmente no ar seco. A gente tem visto pessoas com boas saúde com queixas respiratórias importantes”, afirma.

Ainda de acordo com Giselle, é preciso evitar a circulação de ar dentro de casa, mantendo portas e janelas fechadas, principalmente quando há ventos fortes, que carregam fumaça e poeira. Além disso, o uso de umidificadores nesse período é fundamental.

“Da mesma forma que a gente incorporou o ar condicionado na nossa rotina, e a gente recomenda o ajuste confortável da temperatura no ar condicionado, a mesma coisa serve para o umidificador. Não é preciso ligar a ponto de saturar o ambiente com partículas de água”, explica.

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