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Bolsonaro chama manifestantes contra cortes na educação de ‘idiotas úteis’ e ‘massa de manobra’


‘São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona’, disse o presidente em visita a Dallas; estudantes e professores protestam nesta quarta contra cortes na educação básica e no ensino superior

 

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

DALLAS – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de “idiotas úteis” e “massa de manobra” manifestantes que organizam uma série de protestos contra os cortes do governo na educação básica e no ensino superior nesta quarta-feira, 15. O presidente classificou os protestos como algo “natural” e disse que “a maioria ali (na manifestação) é militante”. 

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou manifestantes durante viagem a Dallas

 
Presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou manifestantes durante viagem a Dallas Foto: Marcos Correa/PR

“Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, disse Bolsonaro ao chegar em Dallas, nos Estados Unidos. Ele foi recebido por apoiadores ao chegar no hotel onde se hospedará na cidade americana.

 

Em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) começaram pela manhã, embora a maior parte esteja marcada para o período da tarde. Além das manifestações, algumas universidades e escolas cancelaram as aulas.

O presidente disse ainda que não gostaria que houvesse cortes na educação e disse que não teve saída.  “Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e se não tiver esse contingenciamento eu simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal”, afirmou o presidente. “Mas eu gostaria que nada fosse contigenciado, em especial na educação.”

Ao menos 75 universidades e institutos federais do País convocaram protestos em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC).

Brasília é uma das cidades que recebe manifestações contra cortes na educação

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