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TOPSHOT - Aerial view of an area affected by a mudslide after the collapse, two days ago, of a dam at an iron-ore mine belonging to Brazil's giant mining company Vale near the town of Brumadinho, state of Minas Gerias, southeastern Brazil, on January 27, 2019. - Communities were devastated by a dam collapse that killed at least 37 people at a Brazilian mining complex -- with hopes fading for 250 still missing. A barrier at the site burst on Friday, spewing millions of tons of treacherous sludge and engulfing buildings, vehicles and roads. (Photo by Mauro PIMENTEL / AFP)
TOPSHOT - Aerial view of an area affected by a mudslide after the collapse, two days ago, of a dam at an iron-ore mine belonging to Brazil's giant mining company Vale near the town of Brumadinho, state of Minas Gerias, southeastern Brazil, on January 27, 2019. - Communities were devastated by a dam collapse that killed at least 37 people at a Brazilian mining complex -- with hopes fading for 250 still missing. A barrier at the site burst on Friday, spewing millions of tons of treacherous sludge and engulfing buildings, vehicles and roads. (Photo by Mauro PIMENTEL / AFP)

Brumadinho: Documentos mostram que Vale sabia de risco elevado de colapso da barragem desde outubro

A Vale, maior produtora global de minério de ferro, estava ciente no ano passado de que a barragem de rejeitos de Brumadinho que entrou em colapso no mês passado, matando pelo menos 165 pessoas, tinha um risco elevado de ruptura, segundo documento interno visto pela Reuters na segunda-feira, 11.

O relatório, datado de 3 de outubro de 2018, mostra que, segundo a própria Vale, a barragem da mina de minério de ferro Córrego do Feijão, tinha duas vezes mais chance de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa.

O documento é a primeira evidência de que a própria Vale estava preocupada com a segurança da barragem.

Isso levanta a questão de por que uma auditoria, realizada na mesma época, garantiu a estabilidade da barragem e por que a mineradora não tomou precauções, como mover um refeitório localizado logo abaixo da estrutura que se rompeu.

A Vale disse que o relatório, chamado de “Geotechnical Risk Management Results”, compreendia as opiniões de engenheiros especialistas, que são obrigados a trabalhar dentro de procedimentos rigorosos quando identificam quaisquer riscos.

“Não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho”, disse a Vale em uma nota por e-mail.

“Pelo contrário, a barragem possuía todos os certificados de estabilidade e segurança, atestados por especialistas nacionais e internacionais.”

A Vale perdeu cerca de um quarto de seu valor de mercado, ou quase 19 bilhões de dólares, desde a tragédia.

O colapso da barragem ocorreu em 25 de janeiro e foi a mais mortal tragédia de mineração do Brasil e o segundo desastre envolvendo uma barragem de rejeitos de minério de ferro em pouco mais de três anos no país.

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