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Chapecó, cidade elogiada por Bolsonaro no combate à Covid, tem mortalidade maior que a média nacional

Município é o 4º em Santa Catarina com mais casos e o terceiro no número de mortes e precisou transferir pacientes para o ES. Especialistas apontam que restrições foram fundamentais para melhoria no sistema de saúde após colapso.

Por Caroline Borges e Valéria Martins, G1 SC

Chapecó, no Oeste catarinense, se prepara para a visita do presidente da República, prevista para ocorrer na quarta-feira (7). Elogiada por Jair Bolsonaro (sem partido) pelo trabalho de combate ao coronavírus, a cidade, que soma 535 mortos pela doença, estava com 97% dos leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados até a tarde desta terça-feira (6), registrou mortes na fila de espera por leito e chegou a transferir pacientes para o Espírito Santo por falta de vagas.

Com o colapso na saúde e com mais mortos pela doença do que a média nacional (veja mais abaixo), o município de 224 mil habitantes suspendeu as atividades não essenciais por 14 dias no fim de fevereiro. Alguns serviços, como restaurantes e mercados, que puderam ficar abertos tiveram mudanças no horário de funcionamento e redução da capacidade de clientes. Houve também restrição à circulação de pessoas à noite na cidade. Além disso, igrejas, parques e praças foram fechados e a prefeitura disse que ampliou o número de testes de diagnóstico da Covid.

Na segunda-feira (5), Bolsonaro falou sobre a viagem para verificar e mostrar como estava o trabalho em Chapecó. Durante o discurso, ele defendeu o “tratamento precoce” contra o coronavírus, mesmo sem eficácia comprovada, e também a liberdade dos médicos para prescreverem remédios. O presidente atribuiu a melhora da situação na cidade aos esforços dos médicos e elogiou o prefeito.

“Aquele município [Chapecó], com toda a certeza e em mais e em alguns estados também, o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. E esse é o dever do médico, é uma obrigação e um direito dele. Não tem um remédio específico, ele trata da melhor maneira possível. Por isso, os índices foram lá para baixo”, disse.

Nesta terça-feira (6) a cidade também zerou a fila de espera por leito de UTI, segundo o governo do estado. Há em todo estado 200 pessoas esperando por vaga em UTI (veja no vídeo abaixo).

 

 

Covid-19 em números

Chapecó tem 22.046 casos de coronavírus, com 205 pessoas que morreram pela doença. Há um mês, eram 135 mortes na cidade. Em todo estado, são 648.017 casos confirmados, incluindo 7.044 mortes.

Na maior cidade do Oeste, há restrição de circulação de pessoas nas ruas das 22h às 5h, parques e praças estão fechados e serviços não essenciais estão suspensos até 23h59 de domingo (28). Segundo o prefeito João Rodrigues (PSD), Chapecó vive “o pior momento da pandemia”. Na semana passada ele já havia dito que a cidade está em estágio de “colapso” na saúde.

 

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