Alexandre Calais – Estadão
Alta de 1,1% no trimestre tem influência grande do aumento do consumo, em um momento em que convivemos com recuperações judiciais e extrajudiciais praticamente diárias
A economia brasileira começou o ano acelerada. O crescimento de 1,1% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2025 é um número forte. O retrato que sai dos números do PIB divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo IBGE, mostra uma atividade econômica bastante resiliente, com números positivos tanto do lado do consumo (das famílias e do governo) quanto da produção (agrícola e industrial).
O ponto não tão positivo é que esse, na avaliação de quem acompanha de perto esses dados, deve ser o número mais alto do ano. A expectativa é que os próximos trimestres tragam uma economia bem mais perto da estabilidade, principalmente levando-se em conta todas as turbulências que o País e o mundo vêm atravessando, que certamente terão impacto em investimentos e no consumo.
Mesmo assim, o dado do primeiro trimestre pode ser um trunfo para o governo em ano eleitoral — até porque um dos calcanhares-de-aquiles da gestão Lula é essa sensação de que tudo está ruim na economia, apesar de os números não mostrarem um cenário de terra arrasada. O desemprego, por exemplo, está em níveis historicamente baixos: ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril.
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