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Doria decide prorrogar a quarentena em SP, mas de forma ‘heterogênea’

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A quarentena em vigor em São Paulo será prorrogada a partir do dia 31 de maio, mas o novo modelo adotará regras diferentes para o litoral, para capital e região metropolitana de São Paulo, e para o interior do Estado, segundo afirmou o governador João Doria (PSDB). Chamada de “quarentena inteligente”, a nova ação será anunciada nesta quarta-feira, 27.

Doria adiantou detalhes da nova quarentena em entrevista à Globonews. “A nova quarentena será inteligente. Ela vai levar em conta toda a regionalização do Estado de São Paulo, o interior, a capital, a região metropolitana, o litoral de São Paulo. A decisão não será homogênea”, afirmou. “Até agora, ela foi homogênea. Até esta quarentena que se encerra no dia 31 de maio. Foi homogênea porque precisava ser.”

João Doria
O governador de São Paulo, João Doria, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes Foto: Governo do Estado de São Paulo

O novo modelo, por sua vez, terá regras diferentes para as distintas regiões. “Agora, temos condição de ela (a quarentena) ser heterogênea, seguindo orientação do comitê de saúde”, disse o governador. “Áreas e regiões onde poderemos ter um olhar que defina pela quarentena inteligente, a flexibilização cuidadosa e em etapas, isso será levado em consideração”, afirmou. “Onde isso não for possível, porque os índices e os riscos indicam que não deve, não haverá.”

Já o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em uma live da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil que o oeste do Estado deverá ser a primeira área a ser liberada. “Vamos começar pelo oeste do Estado, em cidades com menor densidade e maior capacidade de atendimento hospitalar.” Já na região metropolitana da capital, segundo o secretário, “o mais provável é uma restrição um pouco maior”

O Estado, líder em casos da covid-19 no País, tinha até esta segunda-feira 6.220 mortes pela doença. No domingo, a taxa de isolamento social foi de 55% no Estado e 57% na capital paulista.

O governo tem um grupo de trabalho voltado à busca de formas de permitir a reabertura de determinadas atividades em determinadas regiões do Estado, que segundo Doria é submetido ao Centro de Contingência do Coronavírus. O centro, que reúne 15 profissionais de saúde, a maior parte infectologistas, já determinou o adiamento de propostas de abertura comercial no Estado por causa do risco de colapso no sistema de saúde.

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