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Ex-prefeita Dárcy Vera é denunciada pela terceira vez à Justiça em Ribeirão Preto

A ex-prefeita de Ribeirão Preto (SP), Dárcy Vera (sem partido), foi denunciada à Justiça por suspeita de chefiar um esquema de fraudes em licitação e contratações ilegais de terceirização de mão de obra, envolvendo a Companhia de Desenvolvimento Econômico (Coderp) e a empresa Atmosphera.

A nova denúncia feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é a terceira contra a ex-chefe do Executivo, no âmbito da Operação Sevandija.

Dárcy está em liberdade desde dezembro de 2019, quando obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Procurada nesta quarta-feira, a advogada da ex-prefeita, Maria Claudia Seixas, disse que não tinha conhecimento sobre denúncia e que não iria se manifestar.

A ex-prefeita de Ribeirão Preto, SP, Dárcy Vera (sem partido) — Foto: Reprodução/EPTV A ex-prefeita de Ribeirão Preto, SP, Dárcy Vera (sem partido) — Foto: Reprodução/EPTV

A ex-prefeita de Ribeirão Preto, SP, Dárcy Vera (sem partido) — Foto: Reprodução/EPTV

Nova acusação

A Promotoria aponta que, na gestão municipal de 2012 a 2016, Dárcy Vera comandou a organização criminosa que desviou R$ 105 milhões dos cofres públicos. O núcleo da terceirização atuava na dispensa indevida de licitações e na fraude de certames, além da contratação ilegal de apadrinhados políticos de nove vereadores da legislatura em vigor.

De acordo com o Gaeco, o dinheiro desviado nas fraudes financiou a “compra” de apoio político de parte da Câmara dos Vereadores à então prefeita. Em troca dos benefícios ilegais, os parlamentares do grupo deveriam aprovar projetos de interesse do Executivo.

“Várias conversas interceptadas com autorização da Justiça apontavam, principalmente conversas entre Dárcy e seus secretários, a atuação direta dela dirigindo, comandando a atuação de todos eles. Não há menor dúvida, sobre a ótica do Ministério Público, que ela era a chefe maior dessa organização”, diz o promotor Walter Alcausa Lopes.

Ao longo da investigação, o Gaeco descobriu que a Atmophera detinha vários contratos para terceirização de mão de obra com a Coderp. A empresa era usada como cabide de empregos dos parlamentares, e o dono dela, Marcelo Plastino, era beneficiado com as licitações fraudadas.

O empresário morreu em novembro de 2016. Em decorrência disso, a Justiça tornou extinta a culpabilidade dele, mas sequestrou os bens para ressarcimento aos cofres públicos.

Em outubro de 2019, a Justiça condenou à prisão 21 réus na ação do escândalo, entre eles os ex-presidentes da Câmara Walter Gomes e Cícero Gomes, os ex-secretários municipais Marco Antônio dos Santos, Layr Luchesi Junior e Ângelo Invernizzi, e o ex-superintendente da Coderp Davi Mansur Cury.

Processos

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