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Ex-presidente da Brasken é preso nos EUA

O ex-presidente da petroquímica Braskem, José Carlos Grubisich foi preso nesta quarta-feira, 20, em Nova York, sob a acusação de fazer parte de um esquema para pagar milhões de dólares a oficiais americanos para conseguir contratos do governo dos EUA.

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José Carlos Grubisich, ex-presidente da Braskem da Eldorado Celulose Foto: Paulo Liebert/Estadão

José Carlos Grubisich foi indiciado por violar a lei americana relativa a corrupção e a lavagem de dinheiro em um processo que corre em segredo de Justiça em uma corte federal do país.

Grubisisch foi preso no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, e deverá aparecer em uma corte federal no bairro do Brooklyn, até o fim do dia, de acordo com John Marzulli, um porta-voz do advogado federal Richard Donoghue.

Um advogado de Grubisich não pôde ser imediatamente encontrado para prestar declarações.

Trajetória

O executivo foi presidente da Braskem entre 2002 e 2008 e exerceu vários cargos dentro do grupo Odebrecht, que é o principal sócio da petroquímica. Posteriormente, ele se tornou presidente da empresa de papel e celulose Eldorado Brasil, do grupo J&F, da família Batista.

A Braskem e a Odebrecht concordaram, em 2016, em pagar multas de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) para autoridades dos Estados Unidos, do Brasil e da Suíça. O acordo resolveu alegações de que as companhias tentaram subornar autoridades do Brasil e de outros países para assegurar contratos.

Em 2016, o Departamento de Justiça americano (DoJ) afirmou que o total da multa incluía US$ 2,6 bilhões relativos à Odebrecht e US$ 957 milhões para a Braskem. A maior parte deste dinheiro seria destinado ao Brasil.

Tanto a Braskem quanto a Odebrecht se declaram culpadas das acusações como parte do acordo, que surgiu a partir de uma investigação de três anos realizada dentro da Operação Lava Jato.

A investigação se concentrou em pagamentos feitos à Petrobrás, em um caso que levou a dezenas de prisões no Brasil, além de colaborar para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em nota, a Braskem afirmou que tem “colaborado e fornecido informações às autoridades competentes como parte do acordo global assinado em dezembro de 2016, que engloba todos os temas relacionados à Operação Lava Jato”. A empresa, diz a nota, vem fortalecendo seu sistema de conformidade e reitera seu compromisso com a atuação ética, íntegra e transparente.

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Autor redacao

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