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Ipê, mogno e jacarandá: o sonho de consumo do mercado internacional de madeira brasileira

Ipê, mogno e jacarandá: o sonho de consumo do mercado internacional de madeira brasileira

Entre 2012 e 2017, 92% dos ipês que tombaram no Brasil foram enviados para fora do País; indústrias de móveis, assoalhos e de construção de casas são os principais destino

André Borges, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Na rota do mercado internacional de madeira, todos os olhos dos países estrangeiros estão voltados para três árvores nativas brasileiras: o ipê, o mogno e o jacarandá. Essas três espécies, que fazem parte da listas de árvores ameaçadas de extinção, encabeçam a lista das madeiras mais procuradas por outros países, devido à beleza e à qualidade de cada uma.

O Estadão obteve dados detalhados sobre quais são os produtos mais exportados pelo Brasil. As informações oficiais do Ibama mostram que, apesar do o mercado internacional consumir apenas 10% da produção de madeira brasileira – 90% tem como destino o consumidor nacional – é para o exterior que seguem as madeiras mais nobres.

Para se ter ideia, entre os anos de 2012 e 2017, 92% dos ipês que tombaram no Brasil foram enviados ao exterior, ficando apenas 8% para o consumo doméstico. O mesmo ocorreu com o mogno, que, hoje bem mais escasso na natureza, teve 90% de seu destino voltado a outros países. Na mesma toada está o jacarandá-violeta, com 91% de suas toras despachadas mundo afora. Em menor quantidade, mas também em volume representativo, aparece a cerejeira-da-amazônia, com 65% da produção consumida por outros países.

As indústrias de móveis, assoalhos e de construção de casas são os principais destinos dessa madeira. O ipê, de cor amarela-acastanhada, é uma árvore de grande porte, que pode chegar a 40 metros de altura. É encontrada na Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, mas hoje um dos principais alvos dos madeireiros em busca do ipê é a região norte de Rondônia e Pará, na fronteira com o Amazonas.

O mogno, conhecido por sua cor que varia do marrom avermelhado ao vermelho, atrai pela alta resistência. A madeira pode ser trabalhada facilmente com ferramentas manuais ou mecânicas, e o acabamento produz uma superfície lisa e brilhante. É muito procurado para marcenaria, mobília, ornamentos de interiores e até mesmo construção de barcos e navios, em acabamentos e assoalho. O mogno resiste ao ataque de fungos, insetos e até a cupins de madeira seca.

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