(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Home / Brasil / Lava Jato faz nova denúncia contra Walter Faria e executivos do grupo Petrópolis por 642 atos de lavagem de R$ 1,1 bi
Petropolis

Lava Jato faz nova denúncia contra Walter Faria e executivos do grupo Petrópolis por 642 atos de lavagem de R$ 1,1 bi

A força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, no Paraná, denunciou o empresário Walter Faria por 642 atos de lavagem de dinheiro, praticados supostamente em conjunto com outros 22 investigados ligados ao grupo Petrópolis, ao Antígua Overseas Bank e ao departamento de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. Em valores correntes, o esquema movimentou o equivalente a R$ 1.104.970.401,16, que foram lavados em favor da Odebrecht, entre 2006 e 2014.

A denúncia tem origem na fase 62 da Lava Jato, deflagrada em 31 de julho, que apurou o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro que teria sido desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobrás, pela Odebrecht.

O empresário Walter Faria, do grupo Petrópolis. Foto: Divulgação

As informações foram divulgadas pelo TRF-4 – Ação penal nº 5077792-78.2019.4.04.7000

Nesta quarta, 11, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) – Corte de apelação da Lava Jato – acolheu pedido da defesa em habeas corpus e mandou soltar Walter Faria, que estava preso preventivamente desde julho, quando a Polícia Federal deflagrou a fase 62 da Lava Jato.

O TRF-4 impôs a Faria uso de tornozeleira eletrônica e fiança de R$ 40 milhões.

Segundo a investigação, Walter Faria, proprietário do grupo Petrópolis, ‘atuou em larga escala na lavagem de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de propinas principalmente relacionadas a desvios de recursos públicos da Petrobrás’.

“As evidências apontam que, além de ter atuado no pagamento de subornos decorrentes do contrato da sonda Petrobrás 10.000 (como denunciado na ação penal nº 5046672-17.2019.4.04.7000), Faria capitaneou a lavagem de centenas de milhões de reais em conjunto com o grupo Odebrecht.”

A Procuradoria sustenta que ‘em troca do recebimento de altas somas no exterior e de uma série de negócios jurídicos fraudulentos no Brasil, Walter Faria atuou na geração de recursos em espécie para distribuição a agentes corrompidos no Brasil; na entrega de propina travestida de doação eleitoral no interesse da Odebrecht; e na transferência, no exterior, de valores ilícitos recebidos em suas contas para agentes públicos beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobrás’.

Segundo o procurador da República Antonio Diniz, ‘o volume e sofisticação do esquema de lavagem de dinheiro não tem precedentes, mesmo na Lava Jato’.

A Lava Jato diz que embora ‘em volume os montantes sejam comparáveis,

Esta notícia foi lida 75 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*