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Prefeito de Cândido Rodrigues e filha são condenados por usar carro oficial para fins particulares

Fonte EPTV

Chefe do Executivo deve devolver aos cofres públicos R$ 3,3 mil e mais 25 vezes o salário que recebia entre 2014 e 2015. Antônio Cláudio Falchi (PSB) diz que não vai comentar sentença.

O prefeito de Cândido Rodrigues (SP), Antônio Cláudio Falchi (PSB), e a filha dele, Flávia Cristina Falchi, foram condenados por improbidade administrativa, prejuízo ao erário e enriquecimento ilícito, ao utilizar o carro oficial da Prefeitura em compromissos particulares, entre 2014 e 2015.

Ambos devem devolver aos cofres públicos os valores pagos nas viagens que realizaram, o que corresponde a cerca de R$ 3,3 mil, acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, desde maio de 2016, além de pagamento de multa civil equivalente a 25 vezes o salário que Falchi recebia na época dos fatos.

Ao Jornal da EPTV, Falchi disse que não vai comentar a sentença.

Segundo a acusação do Ministério Público, entre maio de 2014 e fevereiro de 2015, Falchi usou o veículo oficial 19 vezes, para levar a filha a compromissos ligados a um concurso da Polícia Militar na capital paulista – a 350 quilômetros do município – e sem relação com a agenda do prefeito.

“A juíza reconheceu todas essas viagens porque ficaram devidamente comprovadas mediante os extratos dos pedágios, que constataram que o veículo saía de Candido Rodrigues e chegava no horário compatível com o compromisso que a filha tinha na escola da Polícia Militar”, disse a promotora Marília Francisco.

O prefeito de Cândido Rodrigues, Antônio Cláudio Falchi (PSB) (Foto: Sérgio Oliveira/EPTV/Arquivo) O prefeito de Cândido Rodrigues, Antônio Cláudio Falchi (PSB) (Foto: Sérgio Oliveira/EPTV/Arquivo)

O prefeito de Cândido Rodrigues, Antônio Cláudio Falchi (PSB) (Foto: Sérgio Oliveira/EPTV/Arquivo)

O Ministério Público também constatou que, em outras vezes, Falchi usou o automóvel para compromissos religiosos e visitas a hospitais, cemitérios e parentes na região de Cândido Rodrigues. Entretanto, essas viagens não foram consideradas pela juíza Tatiana Horta de Padua Prado, da 2ª Vara de Taquaritinga (SP).

“Não foram reconhecidas outras utilizações do veículo oficial, que o prefeito fez em munícipios da região, aos sábados, domingos e feriados. Em uma dessas vezes, inclusive, o prefeito se envolveu em um acidente de trânsito. Houve um atropelamento e morte de uma pessoa na cidade de Franco da Rocha”, afirmou.

Nesse sentido, a promotora disse que vai recorrer da decisão, pedindo a perda do cargo do prefeito e da filha dele, que atua na PM. Além disso, a Promotoria quer a suspensão dos direitos políticos de ambos, que também não foi reconhecida na sentença em primeira instância, publicada em 10 de julho.

“Existem algumas sanções que não foram aplicadas e haverá necessidade de recorrer. Pela reiteração dessa conduta e gravidade, por considerar que não é uma conduta que se espera de um gestor público, vamos pedir a perda do cargo do prefeito e a suspensão dos direitos políticos, tanto do prefeito, quanto da filha”, concluiu Marília.

Em maio de 2016, quando o MP ingressou com a ação civil pública, Falchi assumiu ter utilizado o carro do Executivo para levar a filha a compromissos em São Paulo. Entretanto, o prefeito alegou que as viagens à capital tinham sempre intuito político. Ele também não negou ter usado o veículo para resolver assuntos pessoais na região.

Na época, a Justiça estabeleceu multa de R$ 1 mil para cada vez que Falchi fosse flagrado com veículo oficial do município para fins particulares.

O carro oficial da Prefeitura de Cândido Rodrigues, SP (Foto: Sérgio Oliveira/EPTV/Arquivo) O carro oficial da Prefeitura de Cândido Rodrigues, SP (Foto: Sérgio Oliveira/EPTV/Arquivo)

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