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Sem trabalhar desde 2023, juiz acusado de assediar servidoras ganhou R$ 300 mil no último trimestre

Por Fausto Macedo e Felipe de Paula

Sem trabalhar desde agosto de 2023, quando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal lhe impôs aposentadoria compulsória sob acusação de assédio sexual e stalking contra servidoras, o desembargador substituto João Luís Fischer Dias – que teve recurso negado nesta terça-feira, 3, pelo Conselho Nacional de Justiça -, recebeu desde dezembro passado R$ 300 mil em salários.

Em dezembro, o magistrado recebeu R$ 114.464,25 líquido, em um mês comumente marcado por contracheques elevados no Judiciário. Em janeiro de 2026, R$ 104.898,54 depositados em sua conta. Já em fevereiro, o valor foi de R$ 80.766,00 líquido.

Nesta terça, 3, Fischer Dias se defendeu no plenário do CNJ, na sessão conduzida pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ. Inicialmente, disse que ‘respeita e confia na Justiça do seu país’.

Ele criticou a ‘contaminação por viés político que afetou o devido processo legal’. Disse que recorreu ao CNJ ante a ‘possibilidade de desfazer uma grande injustiça’.

 

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