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Skaf declara apoio a França

Por Natan Lira, Gladys Peixoto e Fernanda Lourenço, G1 Mogi das Cruzes e Suzano


Skaf e França visitam o Sesi em Suzano — Foto: Jean Raupp/G1 Skaf e França visitam o Sesi em Suzano — Foto: Jean Raupp/G1

Skaf e França visitam o Sesi em Suzano — Foto: Jean Raupp/G1

O terceiro colocado no primeiro turno das eleições em São Paulo, Paulo Skaf (MDB), declarou seu apoio ao candidato à reeleição, Márcio França (PSB), no segundo turno, durante visita ao Sesi de Suzano nesta quarta-feira (10).

“Eu tenho uma preocupação com a educação. O Márcio França tem esse compromisso comigo de levar educação de qualidade para as escolas públicas de São Paulo. São Paulo não pode esperar mais 4 anos para melhorar o ensino. E essa razão é o grande motivo de estarmos juntos. O projeto comum pela educação, o projeto comum de tocar as obras e gerar emprego que São Paulo tanto precisa. Melhorar a saúde, o respeito as pessoas. E para isso precisa de governador com personalidade e caráter, que fale a verdade. Aí você confia.”

Márcio França afirmou que o objetivo é melhorar as escolas estaduais e afirmou que se inspira no modelo do Sesi. “O grande desafio da gente é conseguir fazer isso para todo mundo, né, fazer esse padrão que possa ser para todo mundo”.

Com relação as críticas que fez sobre a cobrança de taxa do Sesi, durante o primeiro turno, França lembrou que a escola pública gratuita é direito constitucional. “Ele sabia que a escola pública não pode ser cobrada, evidentemente, não é? Mas nós vamos daqui para frente juntar os nossos esforços, a experiência que ele tem, que não e pequena, é de muitos anos, com uma rede pública que é enorme, mais de 3,5 milhões de alunos no estado. Claro que com muito mais dificuldade, porque a gente tem que estar em todos os lugares, enfim, e em especial porque nós temos muitas escolas com qualidade. Mas esse padrão, de prédios físicos, de estrutura tecnologica, por exemplo, que tem no Sesi, ele pode fazer convênios com a gente e ceder um pouco desse conhecimento que ele acumulou, que o Sesi acumulou. As taxas no Estado não existem e nem podem existir porque é direito constitucional das pessoas de ter escola pública gratuita.”

Sobre o apoio de Skaf, França afirmou que foi uma questão de lealdade. “Quando a primeira vez ele entrou na vida pública, do ponto de vista eleitoral, foi a um convite meu. A gente tem essa relação de amizade, que tem a ver com sinceridade. Sinceridade com as pessoas, lealdade, enfim, afinidade que não se perde com o tempo”, disse o candidato.

França afirma que vai se inspirar no modelo do Sesi para gerir rede estadual de educação — Foto: Jean Raupp/TV Globo França afirma que vai se inspirar no modelo do Sesi para gerir rede estadual de educação — Foto: Jean Raupp/TV Globo

França afirma que vai se inspirar no modelo do Sesi para gerir rede estadual de educação — Foto: Jean Raupp/TV Globo

França ainda afirmou que o apoio de Skaf é pessoal, mas que também vai contar com o apoio de deputados eleitos pelo MDB. “É um apoio pessoal, claro, porque quem preside o partido em São Paulo é o Baleia [Rossi]”, disse.

O candidato explicou que vai adotar parte do plano de governo para educação de Skaf. “Então, é claro, eu incorporo com isso parte do programa do Skaf dentro do meu programa. E ele, com a experiência que tem de já gerenciar uma rede grande, vai me ajudar a fazer isso. Ele não quer participação pessoal no governo. Ele não precisa disso. Ele é presidente da Fiesp, uma estrutura enorme, né? Mas ele tem as pessoas que já fazem isso com uma estrutura como a do Sesi”, afirmou o candidato.

França também disse que houve conversas para uma aliança inclusive antes da campanha eleitoral. “A gente conversou muitas vezes antes da eleição, tentando fazer uma unidade para ver se era possível. Claro que com as posições que ele tinha, do ponto de vista numérico, foi muito difícil convencê-lo. Porque até eu também me entusiasmei com esse número, né?”

O candidato do PSB ainda afirmou que se tivesse ficado de fora do segundo turno apoiaria Skaf. “Foi uma disputa acirrada, mas foi dentro dessa lealdade. A gente não mistura as coisas, a gente tem limite de vida, de comportamento. É assim que ele ensina os filhos dele, que são meus amigos também, e é assim que eu ensino os meus filhos, né? As coisas passam, mas os nossos vínculos, o nosso caráter continua.”

Doria foi duramente criticado durante a visita. “Se alguém tem dúvida sobre o caráter do Doria, pergunta ao Alckmin”, disse Skaf.

“Em relação ao João Doria, é como eu disse também, independente da afinidade de projetos, o governador tem que ter personalidade, tem que ter caráter, tem que ter palavra. Você não pode confiar em nada. Eu acho que tem que ter uma postura de governador. E na minha opinião, quando eu penso sobre isso, eu não tive a menor dúvida. Levou um minuto para eu decidir entre Doria e Márcio França. A minha escolha, que foi Márcio França”, disse Skaf.

Márcio França afirmou que Doria não sabe manter amizades. “Por que é que alguém cria vínculos e desfaz tão depressa? Alguma coisa tem. Todos os amigos mantêm amizades e de alguma forma o Doria não consegue fazer essas amizades perdurarem. O gesto, a fala do governador Alckmin, foi uma fala de alguém que se sentiu de alguma forma traído e que se sentiu assim humilhado, desnecessariamente. Quando ele foi votar e disse ‘solidariamente o voto’, ele queria dizer: ‘já perdeu e estou votando’, disse.

“Você quer conhecer uma pessoa? Pergunta para quem está com ele há muito tempo como é o comportamento, ele vai te dizer. Se não tem mais nenhum amigo perto dele, alguma coisa ele fez de errado, né? Não é possível”, continuou o candidato.

França ainda falou das brincadeiras feitas por Doria. “Brincou com o assunto do meu peso, da saúde, e quis brincar com o peso, é claro. Quando ele falou que eu sou um genérico, ele está brincando com quem consome genérico. Ou seja, ele tem um jeito de levar as coisas que parece irônico e aí ele vai desfazendo as pontes”, disse. “

“Minha família, a família Giani Fança, tem vários tios com 80 anos, com 79 anos, por que que tem que brincar com o nome das pessoas? É uma brincadeira errada. Porque ainda se fosse engraçada, por exemplo, se a pessoa entendesse o que quer dizer. É só na cabeça dele que a pessoa entende isso. A brincadeira com o nome da família é igual a brincadeira com a minha saúde, a brincadeira com a família do Paulo. São brincadeiras de quem não tem argumento. Cade o argumento do governo? Fica com aquelas coisas lá, coisas que nem ele acredita no que ele fala. Se ele acreditasse, ele teria ficado na prefeitura”, ainda completou.

Disputa para presidente

Sobre a disputa para presidente, quando questionado se a sua vice, a coronel Eliane Nikoluk, traria eleitores de Bolsonaro, Márcio França afirmou que se comprometeu a não apoiar o PT e ainda disse que não vota no partido.

“Desde o início, ela falou: olha, a minha afinidade é com o Bolsonaro. Eu sabia que ela tinha essa afinidade e pediu uma coisa apenas: eu quando a convidei, ela falou: ‘você me garante que você não vai com o PT?’. Eu disse, ‘olha coronel, eu não vou com o PT porque nós vamos com o Alcmin. Desde o início eu falei que iria pela lealdade e competência. O governador Geraldo Alckmin, enfim, eu entendia que ele era o melhor para a estabilidade . Ela falou: ‘olha, mas agora no primeiro e no segundo você não vai com o PT?’. Eu dei minha palavra e vocês sabem a minha palavra está dada”, disse França.

Sobre a polarização no Brasil, o candidato afirma que São Paulo deve ser exemplo do diálogo. “No Brasil, nós estamos muito com essa coisa da divisão. Eu quero alertar e lembrar que São Paulo não precisa copiar o Brasil nesse grau de divisão. Em São Paulo, o gesto do Paulo Skaf hoje. O gesto de outros candidatos, é um gesto que realmente vai no contrafluxo do nacional. A gente pode sair unido de São Paulo, para São Paulo dar exemplo para o Brasil”, disse.

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  • Luis Martini

    há 2 minutos

    Márcio França governador, chega de PSDB em SP .

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Autor redacao

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