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Sobrevivente do acidente com a Chapecoense, jornalista Rafael Henzel morre aos 45 anos

Ele estava jogando futebol em Chapecó, com amigos, quando teve um infarto e não resistiu

Redação, O Estado de S.Paulo

Um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense, o jornalista catarinense Rafael Henzel morreu na noite desta terça-feira após sofrer um enfarte fulminante. O narrador esportivo, de 45 anos, passou mal durante partida de futebol com os amigos, na cidade de Chapecó. Ele era casado e tinha um filho. Em razão da tragédia, a Chape pediu para a CBF que a partida contra o Criciúma, nesta quarta-feira, válida pela Copa do Brasil, seja adiada

A morte foi confirmada pela Rádio Oeste Capital, onde ele trabalhava. “Ele veio a falecer na noite desta terça, dia 26 de março. O Rafael jogava futebol com amigos no início da noite de hoje e acabou sofrendo um enfarte fulminante. E foi conduzido ao Hospital Regional de Chapecó e foi confirmado há poucos instantes o falecimento do nosso colega, jornalista e narrador”, anunciou a rádio.

Rafael Henzel

 
Rafael Henzel teve um infarto enquanto jogava futebol com amigos e não morreu em Chapecó Foto: Reprodução
 

Henzel foi uma das seis vítimas que sobreviveram no acidente aéreo que causou a morte de 71 pessoas no voo que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia para a disputa da final da Copa Sul-Americana, no fim de novembro de 2016.

Único jornalista a sobreviver à tragédia, ele trabalhava na Rádio Oeste Capital e havia retomado suas atividades normalmente no veículo de comunicação um ano após sobreviver à tragédia que abalou o futebol mundial.

“É com profundo pesar que Direção Técnica, Médica, Enfermagem, Administração e Apoio do Hospital Regional do Oeste informa que à 21h10min foi a óbito no pronto socorro desta unidade, o jornalista Rafael Henzel Valmorbida. O paciente chegou ao pronto socorro em parada cardiorrespiratória, vítima de mal súbito durante jogo de futebol com amigos e colegas de imprensa de Chapecó. Todas medidas para Ressucitação Cardiorrespiratória foram adotadas, resultando inexitosas”, informou a nota divulgada pelo Hopsital Regional do Oeste. 

Ao voltar a trabalhar, lançou em maio de 2017 o livro “Viva como se estivesse de partida”, cujo complemento é “um relato otimista e emocionante do jornalista que sobreviveu à tragédia da Chapecoense”. No mesmo ano, passou a atuar como comentarista da RBS TV, afiliada à TV Globo, nas transmissões dos jogos da Chapecoense na Copa Libertadores daquele ano – para a qual o time catarinense entrou por ter sido considerado o campeão da Sul-Americana, mesmo sem jogar a partida da volta.

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