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Subprocurador da República diz que MPF pode perder independência e vive crise centralização

O subprocurador-geral Mario Bonsaglia, membro do Conselho Superior da Procuradoria Geral da República, disse neste sábado, 1º, que o Ministério Público Federal (MPF) vive a maior crise de sua história diante da tentativa de centralização hierárquica e dos ataques dirigidos à independência dos membros da instituição.

O MPF vive a maior crise de sua história, em meio a uma clara tentativa de centralização hierárquica. Princípios constitucionais fundamentais que regem o Ministério Público, como a independência funcional de seus membros, e a democracia interna, vêm sendo alvo de ataques. Mandamentos constitucionais como a autonomia da instituição, a independência funcional de seus membros e a regra do Procurador natural objetivam a salvaguarda do próprio Estado Democrático de Direito, impedindo que o Ministério Público possa ser dirigido monoliticamente”, escreveu em sua conta no Twitter. 

Bonsaglia, que encabeçou a lista tríplice em 2019, compartilhou ainda uma nota com críticas ao chefe do Ministério Público Federal, Augusto Aras, divulgada na sexta, 31, pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Embora não cite expressamente o nome de Aras, as manifestações do subprocurador são mais um desdobramento do ‘racha’ que atinge a instituição. Na noite de ontem, durante sessão virtual para votar o orçamento de 2021, os conselheiros decidiram marcar oposição às críticas públicas feitas pelo PGR ao funcionamento da entidade e ao trabalho da Operação Lava Jato através da leitura de uma carta aberta contra Aras. Em resposta, o chefe da instituição elevou o tom e acusou colegas de ‘oposição sistemática’ a ele e de plantar notícias falsas contra sua gestão e sua família, de forma anônima e ‘covarde’.

“Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou uma procuradora que fala. O anonimato mais do que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho medo de enfrentar nenhum argumento, eu tenho o costume de enfrentar tudo o que faço e digo e não tenho receio de desagradar”, disparou Aras. “Quando tivermos condições de conversar com a dignidade, sem a fake news, sem a covardia, sem a traição, sem a mentira propiciada por aqueles que estão aqui na Casa, eu acho que teremos paz”, emendou.

 

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Autor redacao

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