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Terceiro dia de protestos no Irã desafia o regime dos aiatolás

Os protestos no Irã chegaram ao seu terceiro dia consecutivo nesta segunda-feira, 13, após o governo do país ter admitido que foi o responsável pelo “erro humano” que derrubou um Boeing 737 ucraniano com 176 pessoas a bordo. Nas manifestações, que se alastraram por outras cidades ao longo fim de semana, é possível ouvir manifestantes pedindo morte aos mulás e aos aiatolás, enquanto a polícia reage com munição real e bombas de gás.

Vídeos dos protestos da noite de domingo mostram manifestantes fugindo das bombas de gás e, em um dos casos, uma mulher é filmada com um sangramento na perna. De acordo com os presentes, o ferimento foi causado pela munição de um policial.

“Esse é o sangue do nosso povo?”, questionou um manifestante, enquanto filmava uma poça de sangue nas ruas do Teerã. Em outros registros publicados nas redes sociais, e que não puderam ser verificados imediatamente, sons de disparos podem ser ouvidos em protestos na praça Azadi, na capital, e na cidade de Shiraz.

Um dos principais locais de protesto nesse domingo foi o entorno da Universidade de Tecnologia de Sharif, no Teerã, onde as pessoas se reuniram para uma vigília em homenagem às vítimas do Boeing 737. De acordo com a universidade, ao menos 13 estudantes e ex-alunos foram mortos quando o avião foi abatido pelo governo iraniano na última quarta.

Protestos no Irã
Manifestantes chegam ao terceiro dia de protestos após Irã ter assumido culpa por queda de Boeing 737 ucraniano  Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Em um comunicado oficial veiculado na TV iraniana, o chefe da polícia do Teerã Hossein Rahimi negou que oficiais tenham feito disparos contra manifestantes e disse que eles estão sob a ordem de agirem com moderação.

“A polícia tratou as pessoas que se reuniram com paciência e tolerância”, disse Rahimi, de acordo com a Associated Press. “A polícia não atirou nas aglomerações uma vez que agir com mente aberta tem sido uma ordem às forças da capital.”

Moradores têm reportado uma presença massiva de agentes de segurança no centro do Teerã, durante a manhã desta segunda, incluindo policiais e oficiais não-uniformizados. Em um dos vídeos, é possível ver policiais de choque aglomerados próximo à praça Vali-e Asr.

“Os trechos da rua Enghelab à praça Azadi estão repletos de oficiais de segurança,” disse  Sahar, 32, residente do Teerã. Assim como outros iranianos entrevistados para esta reportagem, ela se recusou a dizer seu nome completo com medo de ser retaliada pelo governo iraniano.

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Autor redacao

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