Marcel Rizzo – Estadão
Com um minuto de jogo no amistoso contra o Panamá, neste domingo, 31, Vini Jr. mostrou que pode ser o protagonista da seleção brasileira ao marcar um golaço (e depois ainda deu uma assistência). Naquele momento havia alguma preocupação de que, se o gol demorasse, vaias poderiam ecoar no Maracanã durante o jogo de despedida para a Copa. Mas Vini resolveu e do banco de reservas, de boné, Neymar comemorou com os companheiros. Machucado, ele não pôde entrar em campo.
Em dezembro de 2024, o atacante do Real Madrid ganhou o The Best da Fifa, tornando-se o melhor jogador do mundo na votação organizada pela entidade que comanda o futebol mundial. O último brasileiro que havia conquistado o prêmio tinha sido Kaká, em 2007.Vini confirmava, naquele dia, que seria o “cara” da seleção para a Copa do Mundo de 2026, principalmente porque, naquele momento, parecia difícil imaginar Neymar na competição nos Estados Unidos.
Só que, contrariando prognósticos, Neymar foi convocado por Carlo Ancelotti. Mesmo avisado de que, no plano inicial da comissão técnica, será reserva, o atacante do Santos ganhou a camisa 10 e, pelo menos nesses primeiros dias de preparação para a Copa, monopolizou as atenções, seja porque é ídolo de boa parte da torcida, seja porque todo mundo queria saber se havia se recuperado da lesão na panturrilha que não o vai tirar do Mundial. Nas semanas que antecederam a convocação, anunciada em 18 de maio, alguns líderes do elenco defenderam que Neymar estivesse com o grupo. Casemiro e Raphinha, por exemplo, falaram da importância de ter por perto o craque de 34 anos, com três Copas do Mundo no currículo, apesar das limitações físicas atuais.
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