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FILE PHOTO: A woman holds a small bottle labeled with a "Coronavirus COVID-19 Vaccine" sticker and a medical syringe in front of displayed Pfizer logo in this illustration taken, October 30, 2020. REUTERS/Dado Ruvic/File Photo
FILE PHOTO: A woman holds a small bottle labeled with a "Coronavirus COVID-19 Vaccine" sticker and a medical syringe in front of displayed Pfizer logo in this illustration taken, October 30, 2020. REUTERS/Dado Ruvic/File Photo

Pfizer conclui fase 3 de teste com vacina contra covid-19 e relata eficácia de 95%

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

A Pfizer e a BioNTech anunciaram nesta quarta-feira, 18, que concluíram a fase 3 dos testes clínicos com sua vacina contra covid-19 e que ela apresentou uma eficácia de 95%. O produto, que na análise intermediária indicou uma eficácia de 90%, se mostrou ainda melhor com a observação de mais casos de participantes que foram contaminados.

A primeira análise objetiva primária é baseada em 170 casos de contaminação por covid-19 entre os participantes: 162 do grupo que tomou placebo e apenas 8 no grupo que tomou a vacina. É dessa proporção que se verifica a eficácia, que, de acordo com as companhias, foi consistente em dados demográficos de idade, sexo, raça e etnia.

As empresas destacaram que a eficácia observada em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94%. É acima desta faixa etária em que se encontram os mais vulneráveis a formas mais severas de covid-19 e na qual havia mais preocupação com a eficácia de uma vacina. Idosos costumam não apresentar respostas muito fortes a alguns tipos de vacina, como as de influenza comum, o que torna o resultado ainda mais animador.

No grupo de contaminados, houve 10 casos severos, sendo 9 entre os voluntários que receberam placebo. Com o bom resultado, a empresa pretende pedir à agência de regulação de drogas norte-americana (FDA) autorização para uso emergencial da vacina. A Pfizer promete também compartilhar os dados com outras agências reguladoras em todo o mundo.

Segundo a farmacêutica, a vacina, que já foi aplicada num grupo de 43.661 participantes, foi bem tolerada em todas as populações e nenhuma preocupação séria de segurança foi observada. Os eventos adversos mais comuns relatados foram fadiga (em 3,8% dos voluntários) e dor de cabeça (2%). Os dados, porém, vieram a público somente em um comunicado da empresa e ainda não foram publicados em revistas científicas nem submetidos à avaliação de pares.

A vacina BNT162 é feita com a tecnologia de RNA mensageiro, que traz as informações genéticas específicas da proteína do vírus que pode desencadear a resposta imune no nosso corpo. É o mesmo princípio usado também pela Moderna, que no início da semana relatou eficácia preliminar de 94,5%.

Vacinas de RNA são consideradas de terceira geração, super modernas e consideradas muito fáceis de fazer, mas têm um porém. A molécula de RNA é muito instável e precisa ser mantida em temperaturas extremamente frias, de – 70°C, o que torna um desafio a sua conservação em países de baixa renda. Mesmo no Brasil há essa preocupação com os Estados da região Norte, por exemplo.

Sobre essa limitação, a Pfizer disse estar confiante “em sua vasta experiência, expertise e infraestrutura de cadeia de frio existente para distribuir a vacina em todo o mundo”. O transporte será feito em caixas com gelo seco, o que pode permitir o acondicionamento da vacina por um período de 15 dias, desde que haja recarga do gelo seco e que as caixas não sejam abertas mais do que duas vezes por dia.

Já a vacina da Moderna, apesar de também ser feita com RNA mensageiro, usa um tipo de encapsulamento um pouco diferente, que permite que ela seja armazenada a temperaturas menos extremas, de cerca de -20°C, e podem ser armazenadas em freezer por até 30 dias.

Assim como já haviam informado na semana passada, quando foram divulgados os dados preliminares de eficácia, as empresas reforçaram que estão trabalhando para escalar a produção, na expectativa de chegar a 50 milhões de doses – suficientes para imunizar 25 milhões de pessoas – até o fim do ano, e a 1,3 bilhão de doses em 2021.

Desses 50 milhões, metade deve ficar nos Estados Unidos já neste ano, após um acordo feito pelo presidente Donald Trump com a empresa de comprar 100 mihões de doses até o ano que vem por US$ 1,95 bilhão. Americanos vão receber a vacina gratuitamente. Na semana passada, a Pfizer no Brasil disse que até o fim do ano deve

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