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Sonda robótica da Nasa deve pousar em Marte nesta segunda

LOS ANGELES – A primeira espaçonave da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) construída para explorar as profundezas de outro planeta está prestes a pousar em uma planície vasta e estéril de Marte nesta segunda-feira, 26. A sonda leva instrumentos para detectar calor e vibrações sísmicas nunca medidas fora da Terra.

Sonda InSight leva instrumentos para detectar calor e vibrações sísmicas nunca medidas fora da Terra

Depois de percorrer 548 milhões de quilômetros durante uma jornada de seis meses no espaço profundo, a sonda robótica InSight deve pousar na superfície poeirenta e pedregosa do planeta vermelho perto das 18h (horário de Brasília). Se tudo seguir o plano, a InSight atravessará o topo da fina atmosfera marciana a 19.310 km/h. Freada pelo atrito, o acionamento de um paraquedas gigante e retrofoguetes, a InSight descerá por 123 quilômetros de céus marcianos e chegará ao solo em 6,5 minutos, se movendo a meros 8 km/h quando pousar.

A sonda estacionária, lançada em maio do estado norte-americano da Califórnia, fará uma pausa de 16 minutos para a poeira assentar no local de pouso e, depois, painéis solares em forma de disco serão abertos como asas para captar energia. A equipe do controle da missão do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, que fica perto de Los Angeles, espera receber uma confirmação em tempo real da chegada da espaçonave graças a dados retransmitidos por um par de satélites de miniatura que foram lançados juntamente com a InSight e sobrevoarão Marte.

Ela está a cerca de 600 quilômetros do local de pouso do Curiosity, jipe marciano do tamanho de um carro enviado em 2012 que foi a última espaçonave enviada pela Nasa a Marte.

Menor e pesando 360 quilos, a InSight (abreviação de Exploração Interior Usando Investigações Sísmicas, Geodésia e Transporte de Calor, em inglês) é a 21ª missão marciana dos EUA, que começou com os sobrevoos Mariner nos anos 1960. Quase duas dezenas de outras missões marcianas foram enviadas por outras nações. A sonda passará 24 meses – cerca de um ano marciano- usando monitoramento sísmico e leituras da temperatura subterrânea para desvendar mistérios sobre a formação de Marte e, por extensão, das origens da Terra e de outros planetas rochoso do sistema solar interior.

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