(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
Home / Economia / ‘Governo tardou em agir na área econômica’, diz Maílson da Nóbrega
Mailson

‘Governo tardou em agir na área econômica’, diz Maílson da Nóbrega

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

Para o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, o governo Jair Bolsonaro errou ao insistir que acelerar as reformas estruturais solucionariam a crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus. “O governo tardou em agir na área econômica. Quando a situação começou a se agravar, insistia no discurso equivocado de que era preciso fazer reformas. Se aprovadas, elas terão impactos daqui a anos. A crise precisa de algo emergencial.”

O economista destaca que é preciso aumentar o orçamento da saúde para evitar mortes e providenciar um alívio de caixa para empresas e famílias. Ele sugere ainda que a contribuição previdenciária seja dispensada temporariamente. “É preciso colocar dinheiro no bolso das pessoas. A Coreia do Sul está cobrindo 80% dos salários das empresas com dificuldade para garantir isso. Mas, claro, a Coreia não tem dificuldade fiscal.”

Maílson admite que o déficit primário do Brasil vai aumentar neste ano, mas defende que o teto dos gastos não seja eliminado. “O governo pode propor a abertura de um crédito extraordinário para cobrir despesas de calamidade pública, que não é contabilizado no teto.” Segundo ele, o teto é a única âncora fiscal do País e revê-lo poderia colocar em colapso a expectativa de capacidade de pagamento do governo. “Se abrir o teto, vão surgir emendas loucas e os Estados vão pressionar para ter mais dinheiro.”

Para o economistas, as medidas adotadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, estão em linha com as europeias e asiáticas, mas é possível discutir a intensidade delas. “Você pode chamá-las de tímidas.” Maílson, no entanto, não vê muito espaço para, por exemplo, aumentar os R$ 200 que serão concedidos por mês, nos próximos três meses, aos trabalhadores informais. “O Tesouro não tem condições de bancar muito mais.”

Assim como Paulo Leme, o ex-ministro da Fazenda critica a coordenação política. “Tem de melhorar a coordenação dentro do governo. O ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, tem feito um pouco isso. Mas é preciso coordenação também com Estados e municípios.”

Esta notícia foi lida 59 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*