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Ibovespa supera inéditos 117 mil pontos na volta do feriado de Natal

Luís Eduardo Leal e Fabiana Holtz, Agência Estado

Na antepenúltima sessão do ano, com liquidez moderada, o Ibovespa deu novo sinal de que deve fechar 2019 em torno de máximas históricas, que têm sido pulverizadas em padrão quase diário nas últimas semanas. Neste retorno de Natal, não foi diferente: como aqueles apressados que sobem a escada de dois em dois degraus, o Ibovespa, que já havia rompido a inédita casa de 116 mil pontos pela manhã, aprofundou-se em terreno não mapeado para fechar o dia acima dos 117 mil pontos.

O principal índice da B3 encerrou a sessão em alta de 1,16%, aos 117.203,20 pontos, estabelecendo nova máxima de fechamento e, um pouco mais cedo, também intradia. O giro financeiro ficou em R$ 16,1 bilhões, com o índice oscilando entre 115.672,53 pontos, na mínima, e 117.219,91 pontos no pico da sessão, novo pico histórico, em dia também positivo em Nova York, onde o índice de tecnologia, Nasdaq, tocou e superou pela primeira vez a marca de 9 mil pontos – as três referências de NY seguem nas máximas históricas, renovadas hoje mais uma vez.

 

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O Ibovespa supera inéditos 116 mil pontos no intraday da volta do feriado do Natal Foto: Thiago Teixeira/AE

Com entusiasmo lá e aqui, o índice MSCI Brazil, que reúne ADRs de empresas brasileiras negociadas em Nova York, fechou o dia em alta de 2,21%, a 47,69.

No Brasil, a melhora nos índices de confiança dos segmentos de comércio e serviços, em levantamento mensal da Fundação Getulio Vargas, bem como o forte desempenho reportado pela Associação de Lojistas de Shopping Centers (Alshop) nas vendas de Natal, foi o catalisador inicial dos ganhos. “O mercado tem se mantido eufórico com a melhora da perspectiva econômica para 2020, em uma progressão praticamente linear, que o deixa exposto a uma correção maior caso algum fato negativo sobrevenha”, diz Gabriel Machado, analista da Necton, casa que projetava a princípio 112 mil para o Ibovespa no fechamento de 2019 e que estima 137 mil como meta para o próximo ano.

“Pode até ficar acima disso, se a economia surpreender positivamente”, acrescenta Machado. Ele considera que o Ibovespa deve fechar 2019 em torno das máximas do ano, tendendo a ficar em torno dos 116 mil ou mesmo na linha de 117 mil pontos nas próximas sessões, em um contexto de liquidez reduzida.

Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, há uma condição sem precedentes que favorece não apenas a progressão observada este ano, mas também postergação de eventual correção: inflação bem ancorada em horizonte de alguns anos, ao menos até 2021, e com Selic na mínima histórica, hoje em 4,5% mas podendo chegar a níveis ainda menores, como 4%, em 2020. Tal combinação de fatores favorece o maior apetite por risco, especialmente se a disputa EUA-China, como sinalizado em dezembro, permanecer em algum grau de dissipação no próximo ano.

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