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Leilão de áreas do pré-sal pode ter a maior arrecadação já vista no país

A Agência Nacional do Petróleo vai fazer, nesta quarta (6), um leilão de áreas do pré-sal que pode ter a maior arrecadação já vista no Brasil. Só de bônus de assinatura são mais de R$ 100 bilhões.

O leilão vai testar o cacife das maiores multinacionais de petróleo do mundo. Os campos de Búzios, Itapu, Atapu e Sépia, localizados na Bacia de Santos, no litoral do estado do Rio, tem reservas equivalentes aos da Noruega e Reino Unido juntos, dois dos maiores produtores da Europa.

A Petrobras recebeu a área da União em 2010. O contrato, chamado de cessão onerosa, previa a produção de 5 bilhões de barris. Só que a estatal descobriu muito mais petróleo. A decisão foi, então, leiloar o excedente: entre 6 e 15 bilhões de barris.

 

Especialistas afirmam que o leilão pode colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo na próxima década. Se os quatro campos forem vendidos, o governo vai arrecadar R$ 106 bilhões só com a assinatura dos contratos. Esses recursos vão ser divididos entre Petrobras, União, estados e municípios. O Rio de Janeiro, estado mais beneficiado, deve ficar com quase R$ 2,5 bilhões.

A disputa será vencida pelas empresas que oferecerem à União maior quantidade de óleo-lucro, um percentual do petróleo que sobra depois da produção, descontados custos e investimentos.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo diz que a disputa será um marco para a indústria. Isso porque dois campos tem a venda garantida: Búzios, o maior campo marítimo do mundo, e Itapu. São as áreas em que a Petrobras já manifestou interesse. Por lei, a estatal tem direito de preferência para atuar como operadora no pré-sal.

“Só nessas duas áreas o bônus de assinatura é de R$ 70 bilhões. Então isso é mais do que tudo que a gente arrecadou em todos os leilões desde 1999. É um leilão extraordinário, ele tem uma importância ímpar”, destaca Décio Oddone, diretor-geral da ANP.

 

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