(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
Home / Economia / ‘Nosso grande parceiro é a China, em 2º lugar os EUA’, diz Bolsonaro
JairBolsonaro6

‘Nosso grande parceiro é a China, em 2º lugar os EUA’, diz Bolsonaro

 
Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Ao comentar a viagem que fará aos Estados Unidos no próximo domingo, 17, o presidente Jair Bolsonaro disse que quer se aproximar do país, mas ressaltou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Bolsonaro falou sobre o assunto durante transmissão ao vivo no Facebook, na noite desta quinta-feira, 14.

“Como sempre disse na pré-campanha e na campanha, queremos nos aproximar do mundo todo. Os Estados Unidos podem ser com toda certeza um grande parceiro. O nosso grande parceiro econômico é China, em segundo lugar os Estados Unidos”, disse o presidente.

 

Sentado ao seu lado, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que Bolsonaro confirmou viagem à China este ano após reunião com o embaixador chinês, na semana passada. “No segundo semestre vamos à China”, afirmou Mandetta. “Vamos à China, está certo aí”, confirmou Bolsonaro nesta quinta.

 

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que a visita aos EUA vai marcar a “retomada de uma parceria natural”. “Infelizmente, nos últimos tempos essa parceria foi negligenciada. Parecia que qualquer parceria era boa até entrar os EUA”, avaliou Araújo. O ministro disse que a parceria “pode voltar a ser essencial”. “Evidentemente sem a exclusão de outras parcerias nossas”, ponderou.

Em outubro, ainda como candidato, Bolsonaro queixou-se de que a China “não está comprando no Brasil, ela está comprando o Brasil”. Após a eleição, em novembro, a China fez um alerta a Bolsonaro sobre os riscos econômicos de o Brasil seguir a linha do presidente Donald Trump e romper acordos comerciais com Pequim. Em editorial publicado pelo jornal estatal China Daily, Bolsonaro foi descrito como “menos que amigável” em relação à China durante a campanha e foi advertido sobre o custo do eleito querer ser um “Trump tropical”.

No início do ano, o escritor Olavo de Carvalho, chamado de ‘guru do Bolsonarismo’, criticou a ida de uma comitiva de parlamentares do PSL à China para conhecer o sistema de reconhecimento facial do país e disse que, se fosse de fato guru do governo, isso não aconteceria. “Instalar esse sistema nos aeroportos brasileiros é entregar ao governo chinês as informações sobre todo o mundo que mora no Brasil”, afirmou Olavo. O escritor é responsável pela indicação de alguns nomes do governo, entre eles Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Olavo deve participar de encontro com Bolsonaro nos EUA.

Na transmissão, Bolsonaro confirmou que assinará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um acordo para uso comercial da base de Alcântara. Ele fez um apelo para que os parlamentares posteriormente chancelem o acordo. “Desde o governo Lula nós tentamos esse acordo e não tivemos sucesso, muito mais por uma questão ideológica do que técnica”, declarou. “Estamos perdendo dinheiro naquela região há muito tempo.” Além dos acordos, o governo deve tratar de outras áreas como energia, segurança e defesa, biodiversidade e agricultura. Também citou que a crise na Venezuela será debatida.

Leilão

O presidente afirmou também que “onde o Estado brasileiro está, dificilmente as coisas dão certo”. Bolsonaro fazia referência ao leilão da concessão de 12 aeroportos da Infraero que ocorrerá nesta sexta-feira, 15.

Esta notícia foi lida 265 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*