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Petrobrás mostra recuperação e registra lucro de R$ 4,4 bi no 1º trimestre

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2017 | 18h07

A Petrobrás teve lucro de R$ 4,449 bilhões no primeiro trimestre deste ano e reverteu o prejuízo de R$ 1,246 bilhão visto no mesmo período do ano passado. O presidente da estatal, Pedro Parente, afirmou estar satisfeitos com os resultados. “Em termos gerais, os resultados operacionais e financeiros foram positivos. Foi um bom trimestre para a companhia”, disse.

Ao participar da coletiva para divulgar os números, o executivo destacou a geração de caixa da companhia. O Ebitda de R$ 25,5 bilhões registrado nos três meses encerrados em março foi um recorde histórico. A margem Ebitda é a maior desde 2009.

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Plano de venda de ativos favoreceu números da estatal Foto: Agência Petrobrás

A expectativa era que o resultado do período de janeiro a março deste ano fosse positivo em R$ 3,5 bilhões, segundo analistas consultados pelo Broadcast, sistema de informações em tempo real do Grupo Estado. No último trimestre de 2017, a petroleira também registrou lucro, de R$ 2,510 bilhões, já mostrando recuperação.

 

O resultado do primeiro trimestre foi influenciado pela queda de 27% nas despesas recorrentes  e de 11% nas despesas financeiras, ambas na comparação trimestral. Além disso, a política de preços de combustíveis permitiu à empresa se adaptar aos preços do petróleo no exterior, o que também resultou em ganhos. Na expectativa da divulgação dos números positivos, as ações da Petrobrás fecharam em alta de 0,61% na PN (preferência no recebimento de dividendos, papéis mais líquidos).

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De acordo com a petroleira, o resultado foi determinado por menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e pela maior oferta de gás nacional.

Além disso, houve aumento de 72% nas exportações, que atingiram 782 mil barris/dia, com preços médios de petróleo mais elevados; pela redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas; pela queda de 11% nas despesas financeiras líquidas e por menores gastos com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos.

Segundo especialistas, o resultado do primeiro trimestre passou ao largo do impacto da recessão nas vendas internas de combustíveis. A queda na produção (8%) e nas vendas (5%) de gasolina, diesel e demais derivados, na comparação com o primeiro trimestre de 2016, foi compensada pelo aumento nas exportações.

Com isso, a produção total de petróleo da estatal, no Brasil e no exterior, cresceu 9% em relação ao primeiro trimestre de 2016, para 2,248 milhões de barris/dia. “Estamos satisfeitos com esses resultados”, disse o presidente da estatal, Pedro Parente. “Reduzimos gastos com ganhos de produtividade e aumento da produção.”

Para o analista Flávio Conde, da consultoria WhatsCall Research, o resultado foi “forte”, principalmente por causa da maior eficiência operacional. O balanço financeiro da estatal mostrou que, no primeiro trimestre, houve redução de 27% nas despesas com “vendas, gerais e administrativas” e de 11% nas despesas financeiras líquidas. Com o avanço do plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV), o efetivo total encolheu 17% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, somando agora 65,2 mil funcionários.

O anúncio da conclusão da venda de 90% das ações do gasoduto NTS (Nova Transportadora do Sudeste) para a Brookfield também ajudou no resultado positivo deste primeiro trimestre. A operação, concluída no mês passado, rendeu US$ 4,23 bilhões à Petrobrás.

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