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Petrobras não pode fazer política pública e ‘menos ainda’ política partidária, diz Silva e Luna

Guilherme Pimenta e Denise Luna, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA e RIO – O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, de saída do cargo após ter sido demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a petroleira, por lei, não pode fazer política pública com os preços dos combustíveis e “menos ainda” política partidária.

“Tem responsabilidade social? Tem. Pode fazer política pública? Não. Pode fazer política partidária? Menos ainda”, afirmou Silva e Luna em um seminário no Superior Tribunal Militar (STM).

Ele afirmou que o Brasil “não pode correr riscos de tabelar preços de combustíveis“. Para ele, o fato de empresas internacionais não estarem se interessando em leilões no setor no país se deve ao fato de o mercado mercado ficar com “medo de intervenção no preço da empresa”. “Todo mundo se recolheu”, disse o presidente da companhia, se referindo a leilões realizados no ano passado.

“Empresas que tabelaram combustíveis tiveram perda de capacidade de investimento”, afirmou o presidente aos militares. “Essa dívida monstra da Petrobras foi de tabelamento de preço.”

Silva e Luna finalizou seu discurso afirmando que a empresa não exerce mais o monopólio e que precisa praticar preços de mercado. A poucos dias de deixar o cargo, Luna reforçou o que vem falando insistentemente nos bastidores: “A aplicação de preços de mercado garante o abastecimento do País”.

Segundo ele, passados 25 anos da abertura do setor de petróleo e gás natural, a Petrobras ainda tem dificuldade de explicar para a sociedade que precisa operar como uma empresa privada, já que compete com outras petroleiras no mercado interno e internacional. Desta maneira, justificou Luna, a estatal não pode fazer política pública nem partidária, o que segundo o general, “tem gente que não entende”.

A falta de comunicação com a sociedade sobre o preço dos combustíveis teria sido um dos argumentos de Bolsonaro para a demissão do militar do cargo na noite de segunda-feira, 28. Luna assumiu a presidência em abril do ano passado, no lugar de Roberto Castello Branco, demitido pelo mesmo motivo. Para o lugar do militar foi indicado o economista Adriano Pires, também contrário à interferência do governo na estatal.

Luna lembrou que, em 2018, a empresa recebeu R$ 6,8 bilhões do governo para segurar os preços do diesel e acabar com a greve dos caminhoneiros, que chegou a parar o País, dando a entender que como segue os preços do mercado, uma redução deveria vir novamente do governo, e não da estatal.

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