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Prejuizo da Petrobras passa de R$ 100 bilhões

Sem sinais concretos de quando poderá ser definitivamente encerrada, a paralisação dos caminhoneiros vem provocando cautela na Bolsa. O principal índice de ações brasileiro acentuava as perdas por volta das 14h40, caindo 3,39%, aos 76.233 pontos enquanto o dólar à vista era negociado na casa dos R$ 3,7206, em alta de 1,54%.

Os investidores estão preocupados com os impactos da continuidade da paralisação dos caminhoneiros e também nos riscos fiscais diante das medidas anunciadas pelo governo para tentar a contornar a crise. No exterior, o dia é de fraqueza nos negócios com o feriado nos Estados Unidos e Reino Unido. Com liquidez reduzida, a tendência de baixa no mercado de ações brasileiro é acentuada.

+ Guardia diz que do ponto de vista fiscal, programa de subvenção não traz risco para meta fiscal

As ações da Petrobrás vêm despencando na sesão. De tarde, os papéis PN caíam 8,84%, a R$ 18,05, e ON recuava 9,16%, a R$ 20,92, diante de uma percepção de interferência do governo na estatal. Conforme apurou mais cedo o Broadcast com profissionais do mercado, não está claro como o governo pagará a petroleira e temem dificuldades financeiras por parte do Planalto.

A visão dos investidores é de que a Petrobrás ficou desprotegida. Desde o dia 21 de maio até esta segunda-feira, a Petrobrás perdeu quase R$ 100 bilhões em valor de mercado, e com isso, voltou a ficar atrás da Ambev, Vale e Itaú Unibanco na lista de maiores empresas listadas na B3.

Depois de intensa negociação ao longo do fim de semana, o presidente Michel Temer cedeu e reduziu em R$ 0,46 o valor do diesel, com corte em tributos como a Cide e o PIS/Cofins. A redução por 60 dias, com posterior adoção de reajustes mensais, custará um total R$ 13,5 bilhões aos cofres públicos até dezembro, sendo R$ 9,5 bilhões do programa temporário de subvenção do preço e impacto de R$ 4 bilhões via corte dos tributos.

+ FOTOS: As ‘vítimas’ da greve dos caminhoneiros

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, não considera que a perda de R$ 4 bilhões seja um custo adicional porque o montante será compensado pela reoneração da folha de pagamentos, mas, de qualquer forma, o governo perde a economia adicional que teria com aprovação desse projeto.

A Petrobrás esclareceu, em fato relevante, que não subsidiará o preço do diesel e não incorrerá em prejuízo, uma vez que será ressarcida pela União, após a redução de R$ 0,46 por litro. A companhia já havia reduzido em R$ 0,2335 por litro o valor médio do óleo diesel rodoviário comercializado em suas refinarias em 24 de maio, por um prazo de 15 dias. Após esta data, será aplicado o novo programa anunciado pelo governo.

Adicionalmente, foram publicadas nesta madrugada, em edição extra do Diário Oficial da União, três Medidas Provisórias para atender a novos pedidos dos manifestantes. O pacote prevê que 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sejam feitos por caminhoneiros autônomos, institui a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargo e prevê isenção de cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios.

PIB. A agenda local desta semana traz o IGP-M de maio, a Pnad Contínua de abril e o resultado primário do Governo Central (terça-feira) e o PIB do 1º trimestre (quarta-feira). Na quarta-feira, 30, também será conhecido o relatório mensal da dívida relativo de abril. Na quinta-feira os mercados estarão fechados com o feriado.

Também está no radar do mercado a ameaça da Federação Única dos Petroleiros de deflagrar greve, por 72 horas, a partir da meia-noite de quarta-feira. O governo evitou traçar estratégias em relação a essa questão por enquanto porque está concentrado na tentativa de esperar que as medidas destinadas aos caminhoneiros surtam efeito para que eles retomem às atividades e isso desencoraje os petroleiros. / COLABOROU

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Autor redacao

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