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Quebra da safra de grãos na Argentina, greve de caminhoneiro e alta do dólar encarecem produtos

Muita gente vem reclamando dos preços dos produtos.

Seja no supermercado ou na padaria, muitos produtos subiram de preço por razões da greve dos caminhoneiros e não recuaram.

Muitas pessoas já estão sentido em cada refeição os reflexos da alta do dólar e da quebra da safra de grãos na Argentina. Em média 40% mais cara do que no ano passado, a farinha de trigo tem sido a principal vilã nas receitas.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) apontam que a tonelada do trigo no Paraná está sendo comercializada a R$ 1.062, enquanto em junho do ano passado custava R$ 637.

No Rio Grande do Sul, o preço médio do trigo é de R$ 938,29, alta de 57,8% em relação ao mesmo período de 2017, quando a tonelada era vendida por R$ 594,38, ainda segundo o levantamento do Cepea/Esalq.

“Com a alta do preço tem que ajustar a quantidade. Não dá para ficar sem o pão francês. Não tem muita alternativa porque é o tradicional. Então, o brasileiro acaba tendo que pagar por isso”, diz o estudante Matheus Pereira da Silva.

Com alta do trigo, produtos de panificação ficaram mais caros em Ribeirão Preto (Foto: Maurício Glauco/EPTV) Com alta do trigo, produtos de panificação ficaram mais caros em Ribeirão Preto (Foto: Maurício Glauco/EPTV)

Com alta do trigo, produtos de panificação ficaram mais caros em Ribeirão Preto (Foto: Maurício Glauco/EPTV)

Em Ribeirão, o quilo do filãozinho subiu em média R$ 0,70 nas padarias. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria, Joaquim Antônio de Araújo afirma que o aumento não está sendo repassado de forma integral aos consumidores.

“Todos os tipos de pães que compõe farinha, infelizmente, terão que ser reajustados. Além disso, as massas, os biscoitos, tudo vai subir porque o preço da matéria principal aumentou. Isso é muito grave, a gente sente que vai ser reajustado”, diz.

Silva explica que além da quebra da safra de grãos na Argentina, provocada pela estiagem prolongada, a greve dos caminhoneiros também prejudicou a distribuição do trigo que foi importado de países, como Canadá, Estados Unidos e Rússia.

Tonelada do trigo está 40% mais cara em relação a 2017, diz Cepea/Esalq (Foto: Maurício Glauco/EPTV) Tonelada do trigo está 40% mais cara em relação a 2017, diz Cepea/Esalq (Foto: Maurício Glauco/EPTV)

Tonelada do trigo está 40% mais cara em relação a 2017, diz Cepea/Esalq (Foto: Maurício Glauco/EPTV)

“Nós tivemos a greve dos caminhoneiros e isso agravou ainda mais o problema porque nós temos vários navios que estão parados no porto, carregados de trigo, e não temos trigo nos moinhos”, afirma.

Confeiteira há três anos, Zaine Bittar diz que não repassou todo o reajuste do preço da farinha de trigo para o valor dos bolos, tortas e doces que produz, porque teme perder clientela.

“Eu prefiro reduzir o meu lucro para manter a satisfação do meu cliente. A farinha é o item principal, mas, atrás dela, estão outros produtos que aumentara e no custo final atinge muito. De qualquer forma, vou manter o pequeno aumento para manter o produto acessível”, afirma.

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