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Vendas do comércio sobem 13,9% em maio

Hamilton Ferrari

As vendas do comércio subiram 13,9% em maio em comparação com abril. É a maior alta da série histórica, iniciada em janeiro de 2000. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 7,2%.

Os dados foram divulgados nesta 4ª feira (8.jul.2020) pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (366 Kb).

O resultado das vendas do setor varejista reforça o argumento do governo federal e da maioria dos analistas do mercado financeiro de que abril foi o fundo do poço na crise financeira da covid-19. Ou seja, foi o mês que mais sofreu impacto na produção e desaquecimento econômico.

As projeções coletadas pelo Poder360 com operadores do mercado financeiro e economistas indicavam que o comércio teria alta de 1,5% a 10% em comparação com abril. A maioria das apostas estimavam expansão acima de 5%.

Em relação ao maio de 2019, esperavam intensa queda: de -9,6% a -22,4%.

O IBGE disse o recuo de 16,3% no comércio em abril foi recorde. No acumulado do ano, o varejo recuou 3,9%. Já o acumulado dos últimos 12 meses manteve-se estável em 0,0%.

De acordo com o instituto, o resultado de maio indica uma recuperação do comércio, mas ainda não foi suficiente para reverter as quedas.

“No ano, o comércio continua intensificando o ritmo de queda, passando de -3,1% até abril para -3,9% até maio”, disse o comunicado.

Em comparação com abril, houve alta em todas as 8 atividades pesquisadas pelo IBGE.

  • tecidos, vestuário e calçados (100,6%);
  • móveis e eletrodomésticos (47,5%);
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%);
  • livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%);
  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (16,6%);
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,3%);
  • hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,1%);
  • combustíveis e lubrificantes (5,9%).

Já em relação a maio de 2019 só houve alta em uma atividade:

  • tecidos, vestuário e calçados (-62,5%);
  • móveis e eletrodomésticos (-7,1%);
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico (-18,9%);
  • livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%);
  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-67,1%);
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,6%);
  • hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,4%);
  • combustíveis e lubrificantes (-,21,5%).

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