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Boca Juniors e River Plate decidem vaga na final da Libertadores

Boca Juniors e River Plate decidem na noite desta terça-feira uma vaga na final da Copa Libertadores da América. O Superclássico será realizado na Bombonera, a partir das 21h30 (de Brasília). O River venceu o duelo de ida por 2 a 0 e pode até perder por um gol de diferença para avançar. Se o Boca conseguir devolver o placar, o jogo será decidido nos pênaltis, mas se o River fizer um gol, passa a ter a vantagem de ter marcado fora de casa. Saiba onde assistir Boca x River.

A semifinal da Libertadores mobilizou até a segurança nacional argentina. O Ministério da Segurança do país deslocará 1.500 policiais para a partida, além de dois helicópteros, motocicletas, carros blindados e monitoramento ao vivo feito por drones geograficamente bem posicionados. O time que se classificar vai disputar no dia 23 de novembro a final em jogo único em Santiago, no Chile, contra o vencedor do duelo entre Flamengo e Grêmio, que empataram em 1 a 1 na ida em Porto Alegre e se enfrentam na quarta-feira no Maracanã. O estádio Nacional chileno foi confirmado pela Conmebol apesar do violento conflito social que o país vive.

 

 
 
Ábila reclama com o árbitro Raphael Claus, durante River x Boca
No duelo de ida, River venceu por 2 a 0 Foto: Pablo Stefanec/Reuters
 

Os treinadores de Boca e River adotaram posturas diferentes na entrevista coletiva de segunda-feira, véspera do Superclássico. Enquanto Gustavo Alfaro fez mistério sobre a escalação do Boca Juniors e disse que será a partida mais importante da sua vida, Marcelo Gallardo confirmou que o River Plate terá a mesma equipe do duelo de ida e afirmou que a partida da sua vida foi a final da Copa Libertadores da América do ano passado, em Madri.

“É a partida mais importante da minha vida, pelo que representa e pelo rival. É assim que estou vivendo esse jogo”, afirmou Alfaro, que concedeu entrevista antes de Gallardo.

 
É a partida mais importante da minha vida, pelo que representa e pelo rival
Gustavo Alfaro, técnico do Boca Juniors

“A partida da minha vida eu já joguei, foi a final de Madri (em 2018). Essa é uma partida muito importante, um grande desafio. Mas nada mais do que isso. Não vamos administrar o resultado. Vamos tentar fazer um gol”, rebateu o técnico do River, apelidado de “Napoleão”, por causa do seu dom estrategista.

O Boca não terá De Rossi, lesionado, além de Capaldo, expulso no duelo de ida. Com isso, o volante Almendra, de 19 anos, deve ganhar uma chance para fazer apenas seu quinto jogo pela equipe. No ataque, Tevez e Ábila, conhecidos dos brasileiros, devem formar a dupla ofensiva. O árbitro da partida desta terça-feira será Wilton Sampaio, auxiliado por Fabricio Vilarinho e Rodrigo Correa (trio brasileiro), com o argentino Mauro Vigliano no VAR.

O River tentará manter a freguesia recente sobre o rival. Na “era Marcelo Gallardo”, o time venceu todos os mata-matas disputados contra o Boca (na Sul-Americana de 2014, nas Libertadores de 2015 e 2018 e na Supercopa da Argentina de 2018). O Boca, porém, ainda continuará com mais títulos da Libertadores independentemente do que aconteça neste ano. A equipe já levantou seis troféus do principal torneio do continente, dois a mais do que o River. O maior vencedor é o também argentino Independiente, com sete. Além disso, o Boca ostenta nunca ter sido rebaixado no Campeonato Argentino, algo que ocorreu com o River em 2011.

O Superclássico será disputado pela 250.ª vez. O Boca ainda leva vantagem no retrospecto geral, embora a diferença venha diminuindo nos últimos anos. Foram 88 vitórias da equipe azul e amarela, contra 82 triunfos do River, além de 79 empates. Em relação aos gols marcados, são 326 do Boca diante de 306 do River. Nesta terça-feira, mais um capítulo será escrito na Bombonera.

Desde 2015, rivais se tratam como inimigos

Rodrigo Cavalheiro*

Em 2015, piorou a já conturbada relação entre “gallinas” y “bosteros”, apelidos pouco carinhosos dados pelos torcedores de River (os primeiros) e Boca (os segundos) aos rivais. Se hoje o ônibus do River chegará 4 horas antes do jogo à cancha rival, para driblar pedras, foguetes ou tiros, é também porque há 4 anos uma disputa pelas oitavas de final da Libertadores terminou em “escándalo”.

Este foi o termo usado pela imprensa argentina para definir a interrupção, no intervalo, daquele Superclássico em La Bombonera, com o placar em 0 a 0. Um torcedor do Boca jogou spray de pimenta contra jogadores do River, os visitantes deixaram o campo e garantiram a vaga nos tribunais. Naquela noite, torcedores do Boca negaram-se a sair de seus lugares após o locutor anunciar a suspensão do jogo. Não se conformam até hoje.

O River havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, mais na raça que na técnica, empurrado por um Monumental em que, se alguém se levantasse na arquibancada, fosse para ver um lance ou por razões fisiológicas, não achava concreto para sentar de novo. O River acabou campeão. No ano passado, um “escándalo” ainda maior. No segundo jogo da final – o primeiro acabara em 2 a 2, na Bombonera – o ônibus do Boca teve os vidros quebrados e jogadores se feriram. A final parou em Madri. As “gallinas” levaram a melhor, por 3 a 1. Uma supremacia quase absoluta desde que aquele “bostero” recorreu à pimenta para atacar os rivais.

* CORRESPONDENTE NA ARGENTINA DE 2015 A 2016

 

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