(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
Home / Esportes / Consórcio arremata concessão do Pacaembu por R$ 111 milhões
Pacaembu

Consórcio arremata concessão do Pacaembu por R$ 111 milhões

 

SÃO PAULO – Com um lance de R$ 111 milhões, o Consórcio Patrimônio SP arrematou a concessão do  Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, hoje gerido pela Prefeitura de São Paulo. A associação reúne a empresa de engenharia Progen e o fundo de investimentos Savona. A abertura dos envelopes ocorreu na manhã desta sexta, 8.

A licitação ocorreu às pressas, após o Tribunal de Contas do Município (TCM) liberar o processo na quinta-feira, 7. As empresas passaram a ser chamadas às 19 horas para a sessão de abertura, que ocorreu na Secretaria Municipal de Esportes, em Indianópolis, zona sul da cidade. A concessão, por até 35 anos, é a primeira a sair no Plano Municipal de Desestatização da Prefeitura, após dois anos da gestão João Doria/Bruno Covas (PSDB).

Com lance de R$ 110 milhões, Consórcio Patrimônio SP arrematou a concessão do Estádio do Pacaembu

 
Com lance de R$ 110 milhões, Consórcio Patrimônio SP arrematou a concessão do Estádio do Pacaembu Foto: Daniel Teixeira/Estadão
 

O entrave se referia a questionamentos feitos pelo TCM sobre as regras da licitação. O estádio tinha a posse da Prefeitura contestada, uma vez que o terreno do complexo pertencia ao governo do Estado (a cessão do terreno ocorreu em dezembro). Outro ponto que faltava definir era a participação de grupos financeiros sem expertise em gestão de estádios.

A Progen gerenciou complexos esportivos no Rio durante as Olimpíadas. Ela foi a empresa que atendeu o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) durante a formatação da licitação. Entre os demais concorrentes, estava um grupo formado pela empresa WTorre, um consórcio do Santos Futebol Clube com a Universidade do Brasil e um terceiro formado pela construtora Constru Cap. As propostas foram, respectivamente, de R$ 46 milhões, R$ 88 milhões e R$ 44 milhões. As concorrentes têm prazo de cinco dias para contestar o resultado.

A abertura dos envelopes deveria ter ocorrido em agosto do ano passado, mas a sessão foi suspensa pelo TCM. Como as propostas iriam caducar na próxima segunda-feira, 11, Covas havia pedido uma reconsideracão do tribunal. O conselheiro Domingos Dissei, relator do processo, votou favoravelmente, e foi seguido por outros dois conselheiros. 

Voto vencido, o conselheiro Maurício Faria contestou os argumentos da Prefeitura e ainda citou duas decisões judiciais que poderiam impactar o cálculo de faturamento possível com o estádio  e, portanto, as condições de propostas de possíveis interessados. As decisões se referiam à proibição de shows no complexo e a outra, a regras de verticalização e uso do potencial construtivo do estádio.

O presidente da Progen, Eduardo Barella, disse ao Estado que as restrições não afetam o modelo de negócio previsto para o Pacaembu. “Queremos trazer a população para dentro do estádio, com atrações e atividades culturais, preservando o patrimônio histórico”, afirmou. Barella gritou ao ouvir o resultado e foi cumprimentado pelos demais adversários, incluindo José Carlos Peres, presidente do Santos, que estava na sessão.

Após o prazo de cinco dias para a contratação dos resultados, a Prefeitura ainda fará uma análise detalhada nos documentos de cada empresa e publicará o resultado. A adjudicação (transferência da posse do estádio) só se dará após aval do TCM.

Esta notícia foi lida 79 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*