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River Plate fans cheer for their team near the stadium in Buenos Aires, Argentina, Saturday, Nov. 24, 2018. Boca Juniors players were injured after their bus was attacked on the way to the Copa Libertadores final against River Plate on Saturday. Boca chairman Daniel Angelici requested the second leg be suspended. (AP Photo/Sebastian Pani)
River Plate fans cheer for their team near the stadium in Buenos Aires, Argentina, Saturday, Nov. 24, 2018. Boca Juniors players were injured after their bus was attacked on the way to the Copa Libertadores final against River Plate on Saturday. Boca chairman Daniel Angelici requested the second leg be suspended. (AP Photo/Sebastian Pani)

River e Boca entram em acordo e adiam final da Libertadores para domingo, às 18h

Violência, jogadores feridos e um longo impasse fizeram a final da Copa Libertadores ser adiada de sábado para este domingo, às 18h (de Brasília). Foram três horas de indecisão até River Plate e Boca Juniors chegarem a um acordo e remarcarem o jogo, que está mantido para o estádio Monumental de Nuñez.

A confusão começou após o ônibus do Boca Juniors ter sido apedrejado, no momento em que chegava ao estádio do River Plate. Jogadores se machucaram com os estilhaços de vidro. O capitão do time visitante, Pablo Pérez, com cortes no braço e ferimento no olho, foi encaminhado ao hospital e não deve ter condições de atuar neste domingo.

O jogo estava marcado inicialmente para começar às 18h (de Brasília) de ontem. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) tentou convencer os dirigentes do Boca a realizar a partida e chegou a postergar o horário por duas vezes.

Enquanto isso, mais de 60 mil torcedores nas arquibancadas aguardavam uma decisão. Nem os responsáveis pela organização da final sabiam direito o que fazer. O palco para o cerimonial chegou a ser montando e desmontado no gramado por duas vezes. Por fim, a Conmebol entendeu que não havia condições de jogo.

“O futebol não é uma guerra. De início, dava a entender que seria possível a realização da partida, mas isso mudou. O bom senso viu que não havia condições. Os dois clubes entenderam que não havia condições e houve um acordo de cavalheiros”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez.

Dirigentes de Boca Juniors e River Plate se reuniram com representantes da Conmebol e também com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Médicos da entidade sul-americana chegaram a emitir comunicado para dizer que examinaram dois jogadores do Boca e que não havia motivo para o adiamento.

Em meio ao impasse, o diretor do time visitante, Jorge Anró, avisou que não havia clima para acontecer a final. Segundo ele, o elenco não estava em condições de entrar em campo.

O atacante Tevez, um dos líderes do Boca, também falou com a imprensa antes da decisão oficial e reclamou que estavam tentando obrigar a equipe a entrar em campo. “Querem jogar uma partida que para a gente não foram dadas as melhores condições. Os presidentes da Conmebol e da Fifa querem que joguemos a partida”, disse. “Saímos (do vestiário) para dizer que estão nos obrigando a jogar, temos três companheiros que não estão bem”.

Além do ferimento do capitão da equipe, Gonzalo Lamardo machucou o olho e outros atletas foram vítimas de spray de pimenta vindo da torcida do River: o próprio Tevez, além de Fernando Gago e Julio Buffarini.

O primeiro duelo da decisão aconteceu no La Bombonera e terminou empatado por 2 a 2 sem confusão. Mas vale lembrar que não é a primeira vez que Boca e River se enfrentam pela Libertadores em um duelo repleto de polêmicas. Em 2015, o clássico entre as equipes nem chegou a acabar. Pelas oitavas de final, em La Bombonera, quatro jogadores do River foram atacados com uma mistura caseira de pimenta e ácido quando regressavam pelo túnel para o segundo tempo. A partida foi cancelada e a Conmebol eliminou o Boca Juniors.

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