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Após confrontos, Evo condena repressão e pede fim do ‘massacre’

 

CIDADE DO MÉXICO – O ex-presidente da Bolívia Evo Morales condenou na sexta-feira, 15, a repressão a grupos cocaleiros perto de Cochabamba, ação que deixou 9 mortos e 132 feridos, e pediu para que as Forças Armadas e a polícia “parem o massacre”.

“Condeno e denuncio ao mundo que o regime golpista que tomou o poder por assalto em minha querida Bolívia reprime com balas das Forças Armadas e da polícia o povo que pede pacificação e a reposição do Estado de direito”, escreveu Evo no Twitter.

 

Ao menos oito pessoas – possivelmente manifestantes de grupos cocaleiros – morreram durante distúrbios perto da cidade de Cochabamba, onde houve graves choques com as forças da ordem.

Evo pediu às Forças Armadas e à polícia que “parem o massacre” porque “o uniforme das instituições da pátria não pode ser manchado com o sangue do povo”.

“Agora, assassinam nossos irmãos em Sacaba, Cochabamba”, afirmou o ex-presidente, que está no México, após renunciar à presidência da Bolívia e aceitar o asilo oferecido pelo governo do país.

O ex-presidente ainda classificou como “ditadura” o governo da presidente interina Jeanine Áñez, citando também os opositores Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho.

“Para justificar o golpe, Mesa e Camacho nos acusaram de ‘ditadura’. Agora sua ‘presidenta’ autoproclamada e seu gabinete de advogados defensores de violadores e repressores massacra o povo com as Forças Armadas e a polícia como a verdadeira ditadura”, disse. 

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Autor redacao

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