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Assange não será extraditado a país com pena de morte, diz ministro britânico

O ministro para a Europa e as Américas do Reino Unido, Alan Duncan, reafirmou nesta segunda-feira, 15, após uma reunião com o chanceler do Equador, José Valencia, que o fundador do site “WikiLeaks”, Julian Assange, não será extraditado para nenhum lugar com pena capital, como afirma o acordo firmado entre os dois países.

m entrevista coletiva conjunta em Quito, Duncan afirmou que o Reino Unido está garantindo o devido processo nos casos contra Assange e que as autoridades estão se preocupando com sua saúde. Em seguida, acrescentou que seu país não permitirá que ele seja extraditado “para nenhum lugar onde possa enfrentar a pena capital”.

“É uma condição fundamental do acordo ao qual chegamos que não permitiríamos que (Assange) fosse extraditado para qualquer lugar onde possa enfrentar a pena capital. Essa garantia continua firme e de pé”, especificou o representante do Ministério de Relações Exteriores britânico.

Após assinalar que o ativista australiano “violou a lei” e que foi ele quem escolheu entrar na Embaixada do Equador em Londres há sete anos, Duncan comentou que ele nunca esteve “detido involuntariamente” e que era necessário retirá-lo da sede diplomática para levá-lo a “um final feliz”.

O Equador revogou o asilo diplomático ao fundador do “WikiLeaks” em 11 de abril e, desde então, o ativista se encontra sob custódia da Justiça britânica, que o condenou por violar medidas cautelares que tinham sido impostas em 2012.

Assange pode ser extraditado para os Estados Unidos, onde é requerido por um crime de divulgação de segredos, ou à Suécia, onde é investigado por supostas agressões sexuais.

O ativista se refugiou na Embaixada de Londres durante quase sete anos, mas, no último, ocorreram vários enfrentamentos judiciais com o Equador, a quem Assange processou por supostas violações de seus direitos.

Na entrevista coletiva desta segunda na sede do ministério equatoriano, Valencia reiterou que não existem processos internacionais abertos contra o país sul-americano pelo cancelamento do asilo de Assange.

“Foi uma decisão soberana do Estado equatoriano adotada com base na lei equatoriana e nos tratados internacionais que regem o asilo diplomático”, justificou o chanceler. /EFE

 

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Autor redacao

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