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Australian scientist David Goodall attends a press conference on May 9, 2018, on the eve of his assisted suicide in Basel.
A 104-year-old Australian scientist, resentful that he was forced overseas to die, addressed the media in Switzerland a day before he is due to end his life.Goodall does not have a terminal illness but says his quality of life has deteriorated and that he wants to die. Goodall, who according to Exit International attempted but failed to commit suicide on his own earlier this year, secured a fast-track appointment with assisted dying foundation Eternal Spirit in Basel.
 / AFP PHOTO / SEBASTIEN BOZON
Australian scientist David Goodall attends a press conference on May 9, 2018, on the eve of his assisted suicide in Basel. A 104-year-old Australian scientist, resentful that he was forced overseas to die, addressed the media in Switzerland a day before he is due to end his life.Goodall does not have a terminal illness but says his quality of life has deteriorated and that he wants to die. Goodall, who according to Exit International attempted but failed to commit suicide on his own earlier this year, secured a fast-track appointment with assisted dying foundation Eternal Spirit in Basel. / AFP PHOTO / SEBASTIEN BOZON

Cientista de 104 anos se prepara para suicídio assistido na Suíça

O cientista australiano David Goodall, que chegou à Suíça para receber nesta quinta-feira, 10, assistência para seu suicídio, disse nesta quarta-feira, 9, que espera que sua “partida” faça com que as coisas mudem no seu país e se permita que idosos possam decidir quando e onde desejam morrer.

Os idosos deveriam ter o direito de decidir isto por si mesmos”, declarou Goodall em entrevista coletiva na véspera do seu planejado suicídio, para o qual contará com a assistência da organização Exit.

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Goodall, um reconhecido botânico de 104 anos que publicou extensamente em revistas científicas, transformou-se em um ativista do suicídio assistido, um ato que está proibido no seu país, com exceção de um Estado, que o legalizou recentemente, mas de forma muito restrita e só a partir do próximo ano.

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No seu encontro com os jornalistas, o cientista se mostrou surpreso pela cobertura midiática que seu caso recebeu, segundo relatou a agência de notícias suíças ATS.

Goodall, que não sofre de nenhuma doença, disse que teria preferido morrer na Austrália, onde tentou um suicídio fracassado e posteriormente sofreu uma queda que provocou uma piora do seu estado físico.

Depois desses episódios, decidiu recorrer à organização Exit e viajar à Suíça para realizar seu desejo.

O cientista comentou que estava muito satisfeito com a hospitalidade que recebeu no  país europeu, onde chegou com alguns familiares que o acompanharão no momento final da sua vida, quando – segundo contou – gostaria de escutar a Nona Sinfonia de Beethoven.

“É a minha própria decisão. Quero pôr fim à minha vida e estou agradecido que isto seja possível na Suíça”, declarou perante dezenas de jornalistas.

O botânico afirmou também que estava perdendo a visão e a audição e que se alegrava de poder ver-se “aliviado” de tudo isso.

Segundo a organização Exit, o cientista não é o primeiro australiano que pede auxílio para o suicídio na Suíça desde que o serviço existe, mas os casos não são frequentes por causa da duração e do custo da viagem.

Ao chegar à Suíça nesta segunda-feira, 7, Goodall foi avaliado por dois médicos – um deles psiquiatra -, que aprovaram o ato de suicídio assistido.

O último gesto do cientista será o de tomar um remédio mortal, segundo explicou.

Em 2016, Goodall chamou atenção dos meios de comunicação australianos quando a universidade na qual trabalhou como pesquisador associado honorário lhe ordenou que deixasse seu escritório por considerá-lo um risco para sua própria segurança.

Após o recurso de Goodall, que contou com grande apoio da opinião pública, a decisão foi revertida. /EFE

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