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(FILES) In this file photo taken on December 15, 2014, general manager of Alarab TV, Jamal Khashoggi, looks on during a press conference in the Bahraini capital Manama. - Turkish police believe that prominent Saudi journalist and critic Jamal Khashoggi was murdered inside the Saudi mission in Istanbul after he went missing on October 2, 2018, according to an unnamed government official. (Photo by MOHAMMED AL-SHAIKH / AFP)
(FILES) In this file photo taken on December 15, 2014, general manager of Alarab TV, Jamal Khashoggi, looks on during a press conference in the Bahraini capital Manama. - Turkish police believe that prominent Saudi journalist and critic Jamal Khashoggi was murdered inside the Saudi mission in Istanbul after he went missing on October 2, 2018, according to an unnamed government official. (Photo by MOHAMMED AL-SHAIKH / AFP)

Corpo de jornalista Jamal Kashoggi foi dissolvido, diz Turquia

O Estado de S.Paulo

O corpo do jornalista Jamal Khashoggi, assassinado há um mês no consulado da Arábia Saudita em Istambul, foi esquartejado e dissolvido em uma substância química, afirmou nesta sexta-feira, 2, Yasin Aktay, assessor da presidência da Turquia, ao jornal Hürriyet.

Sabíamos que o corpo de Khashoggi tinha sido desmembrado, mas agora vemos que não só o esquartejaram, mas também o dissolveram”, declarou Aktay, assessor da cúpula do governante Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e amigo de Khashoggi.

Os assassinos do jornalista, um crítico do regime saudita e que vivia exilado nos Estados Unidos, desmembraram o corpo para que fosse dissolvido com mais facilidade. Os criminosos formavam um comando de aproximadamente 15 agentes enviado por Riad. O príncipe-herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, é apontado pela Turquia como o mandante do crime.

“De acordo com as últimas informações, a razão pela qual ele foi cortado em pedaços foi para poder dissolvê-lo mais facilmente. O objetivo era não deixar vestígios do corpo”, acrescentou Aktay.

O Ministério Público da Turquia confirmou  na quarta-feira (1) que o corpo do jornalista tinha sido esquartejado. “Isto é o que também revela a declaração do Ministério Público. Não há nada razoável que possa responder a isso. Matar uma pessoa inocente é um crime, tratar o corpo assim é outro crime e uma vergonha”, acrescentou Aktay.

 O corpo) foi procurado em todos os lugares que aparecem no sistema de câmeras de vigilância, mas não foi encontrado. O que há são indícios”, acrescentou o assessor de Erdogan.

O Ministério Público de Istambul prometeu que continuará investigando o caso, apesar da pouca colaboração demonstrada pelo procurador-geral do reino saudita encarregado do caso, que esteve nesta última semana em Istambul.

Ordem superiores

Nesta sexta-feira, 2, Erdogan, disse que a ordem para assassinar Khashoggi veio do “mais alto escalão” do governo da Arábia Saudita. “Sabemos que os executores estão entre os 18 suspeitos detidos na Arábia Saudita. E sabemos que a ordem para matar Khashoggi veio dos mais altos níveis do governo saudita”, escreveu Erdogan em um artigo no jornal Washington Post.

No entanto, o presidente turco isentou o rei Salman de qualquer responsabilidade sobre o crime. “Gostaria de enfatizar que Turquia e Arábia Saudita têm relações amistosas e não acredito, por um só segundo, que o rei Salman, guardião das santas mesquitas, tenha ordenado o assassinato de Khashoggi.”

Justiça para Jamal

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