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Nobel2019

Descoberta sobre adaptação de células à disponibilidade de oxigênio leva Nobel de Medicina

SÃO PAULO – Os pesquisadores William Kaelin, Gregg Semenza, ambos dos Estados Unidos, e sir Peter Ratcliffe, do Reino Unido, foram laureados na manhã desta segunda-feira, 7, com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina 2019 pela descoberta de como as células sentem e se adaptam à disponibilidade de oxigênio.

Nobel de Medicina 2019

 
Gregg Semenza, Peter Ratcliffe e William Kaelin, foram laureados com o Prêmio Nobel de Medicina 2019 pela descoberta sobre a adaptação das células à disponibilidade de oxigênio Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

De acordo com os organizadores do prêmio, essa sensibilidade das células é central em um grande número de doenças. As descobertas feitas pelos três pesquisadores têm uma importância fundamental para a fisiologia e pavimentou o caminho para novas estratégias promissoras para combater, por exemplo, anemia e câncer.

 

“A descoberta seminal dos laureados deste ano revela o mecanismo de um dos processos adaptativos mais essenciais para a vida”, justificaram os organizadores do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia. “Eles estabeleceram as bases para nosso entendimento sobre como os níveis de oxigênio afetam o metabolismo celular e as funções fisiológicas”, dizem. 

De modo resumido, é uma capacidade que permitiu a vida animal e a colonização de todo o Planeta Terra em diferentes altitudes.

O trio, em diferentes trabalhos ao longo das últimas décadas, desvendou os mecanismos que fazem com que as células se adaptem à disponibilidade de oxigênio no corpo. Por exemplo, quando há mudanças de altitude e diminui a oferta de oxigênio no ambiente ou quando fazemos exercícios físicos e os músculos ficam sem oxigênio. 

“Outros exemplos desse processo adaptativo incluem a geração de novos vasos sanguíneos e a produção de novas células de glóbulos vermelhos. Nosso sistema imunológico e muitas outras funções fisiológicas têm uma sintonia fina com a maquinaria de sensibilidade ao oxigênio. Mostrou-se essencial até para o desenvolvimento do feto e do desenvolvimento da placenta”, afirma o Instituto Karolinska.

É esse mecanismo que age também quando há o crescimento de células tumorais. “Nos tumores, o maquinário que regula oxigênio é usado para estimular a formação de vasos sanguíneos e remodelar o metabolismo para uma efetiva proliferação das células cancerígenas”, explica o instituto. “Laboratórios acadêmicos e companhias farmacêuticas estão focados no desenvolvimento de drogas que possam interferir em diferentes status da doença, seja ativando ou bloqueando esse mecanismo.”

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Autor redacao

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