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TOPSHOT - Demonstrators protest against President Nicolas Maduro's government in Caracas on April 8, 2017. 
The opposition is accusing pro-Maduro Supreme Court judges of attempting an internal "coup d'etat" for attempting to take over the opposition-majority legislature's powers last week. The socialist president's supporters held counter-demonstrations on Thursday, condemning Maduro's opponents as "imperialists" plotting with the United States to oust him.
 / AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
TOPSHOT - Demonstrators protest against President Nicolas Maduro's government in Caracas on April 8, 2017. The opposition is accusing pro-Maduro Supreme Court judges of attempting an internal "coup d'etat" for attempting to take over the opposition-majority legislature's powers last week. The socialist president's supporters held counter-demonstrations on Thursday, condemning Maduro's opponents as "imperialists" plotting with the United States to oust him. / AFP PHOTO / FEDERICO PARRA

Entenda por que a Venezuela está em crise

 
Redação, O Estado de S.Paulo

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fechou na quinta-feira 21 o espaço aéreo do país e enviou blindados à fronteira com o Brasil para impedir a entrada de ajuda humanitária. Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro manteve o envio de auxílio. A decisão do chavista foi tomada dois dias depois de a oposição venezuelana iniciar uma operação de entrega de mantimentos enviados pelos Estados Unidos com ajuda brasileira e colombiana. 

Entenda abaixo como a Venezuela chegou à situação atual e saiba o que levou à sua crise econômica e política.

Venezuela

 
 
Crianças estão famintas na Venezuela, cidadãos estão fugindo do país, o sistema de saúde é praticamente inexistente e alimentos e água estão escassos Foto: Fernando Vergara / AP

O que significa a ajuda humanitária à Venezuela?

 

A oposição venezuelana tentou liberar no sábado 23 a entrada de 900 toneladas de ajuda humanitária enviada pelos EUA ao país. Maduro rejeitou a oferta e anunciou que receberá outras 300 toneladas enviadas pela Rússia. A maioria das entidades que atuam no alívio de crises humanitárias considera o “humanitarismo” como a ação para salvar vidas e aliviar o sofrimento durante conflitos, turbulências sociais e desastres naturais. Não precisa ser necessariamente requisitada por um governo, mas geralmente cria-se um consenso na comunidade internacional sobre sua necessidade. No momento, crianças estão famintas na Venezuela, cidadãos fogem do país, o sistema de saúde é praticamente inexistente e alimentos e água estão escassos. Ainda assim, o envio da ajuda é assunto controvertido e alguns analistas enxergam a medida como uma estratégia política e não apenas social, como afirma o colunista Marcelo Rubens Paiva em “Ajuda humanitária pra gringo ver”.

 

Como estão as coisas hoje?

A Venezuela já foi o país mais rico da América Latina e uma das democracias mais longevas da região. Hoje, é praticamente um Estado falido. A inflação jogou a maior parte do país na pobreza, a escassez de alimentos e medicamentos é generalizada, a ordem pública está em colapso e a criminalidade aumentou. Além disso, nos últimos anos o governo consolidou agressivamente o poder e minou as instituições democráticas, deixando os venezuelanos sem caminhos significativos para desafiar ou mudar sua liderança. Muitos estão tomando as ruas para tentar forçar a mudança. 

 
 

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Crise se agrava e crianças morrem de fome na Venezuela

Como a crise começou?

O tenente-coronel Hugo Chávez foi eleito presidente em 1998 e assumiu o mandato no ano seguinte. Inicialmente, o líder esquerdista implementou mudanças populares para combater a corrupção e a pobreza. Ao entender que os ambientes políticos e comerciais do país estavam impregnados pelo clientelismo e pela corrupção, assinou uma série de decretos que ampliaram seus poderes. As coisas começaram a mudar em 2002, quando dificuldades econômicas resultaram nos primeiros protestos contra o governo.

Em 11 de abril, em um golpe de Estado fracassado que durou 47 horas, Chávez foi detido por militares, a Assembleia Nacional e o Tribunal Supremo foram dissolvidos, e a Constituição de 1999 do país foi anulada. O presidente da Federação Venezuelana de Câmaras de Comércio (Fedecâmaras), Pedro Carmona, foi instalado como presidente de facto. Na capital, no entanto, surgiu um levante pró-Chávez e a guarda presidencial retomou o Palácio de Miraflores, reconduzindo Chávez à presidência. Deste episódio até sua morte, o líder bolivariano travou uma guerra contra as instituições venezuelanas. 

 

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