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EUA processam Maduro por narcoterrorismo e oferecem US$ 15 milhões por sua prisão

O presidente da  da VenezuelaNicolás Maduro, foi processado nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 26, de crimes federais de narcotráfico após uma investigação em Washington, em Nova York e na Flórida, informaram fontes próximas ao assunto ao The New York Times. O governo americano também ofereceu US$ 15 milhões de dólares por informações que possam levar à prisão de Maduro, informou um comunicado do secretário de Estado, Mike Pompeo.

O Departamento de Justiça acusou Maduro e seus aliados de conspirar com rebeldes colombianos “para inundar o Estados Unidos com cocaína”. A acusação surge no momento em que opositores apoiados pelos EUA perdem força na Venezuela, uma vez que o surto de coronavírus interrompeu os protestos nas ruas.

Na prática, a medida não tem efeitos imediatos, explica Vinicius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP, mas do ponto de vista diplomático é um passo importante. “Temos uma escalada por parte das ações dos EUA”, disse. “Sinaliza para a oposição e os partidários de Juan Guaidó (presidente autodeclarado) que os Estados Unidos continuam dispostos a derrubar o Maduro”.

No início, os EUA optaram por sanções individuais contra autoridades. Depois, em medidas mais amplas que bloquearam a Venezuela do sistema financeiro dos EUA. Além disso, um embargo ao petróleo venezuelano no ano passado tirou de Caracas sua maior fonte de moeda forte.

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro  Foto: Photo/Matias Delacroix, File

Também devem ser anunciadas acusações contra autoridades do governo e da inteligência venezuelanas e membros do maior grupo rebelde da Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias, conhecidas como FARC, que por muito tempo se financiam com o comércio de cocaína.

Maduro rejeitou as acusações. “Há uma conspiração dos Estados Unidos e da Colômbia”, escreveu no Twitter, dizendo que os países querem violência na Venezuela. “Como chefe de Estado, sou obrigado a defender a paz e a estabilidade em toda a pátria, sob quaisquer circunstâncias”.

Poucos detalhes das acusações estavam disponíveis, mas incluíam conspiração de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos. Elas ocorrem um mês depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter chamado o chefe de estado venezuelano de “governante ilegítimo, um tirano que brutaliza seu povo” e prometeu que “o domínio de Maduro sobre a tirania será esmagado e quebrado”.  / The New York Times, The Washingon Post e Reuters

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Autor redacao

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