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Mulher de Carlos Ghosn diz não ver marido há meses e que vai pedir ajuda de Bolsonaro

Por BBC

Carole Ghosn sabia que teria um caminho árduo pela frente quando começaram a surgir denúncias que a implicavam em crimes financeiros supostamente cometidos pelo marido, o brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan.

Me pintaram como a líder (do suposto esquema), alega. “Sou uma dona de casa que criou três filhos, e estão fazendo parecer que sou uma esposa conivente”, diz Ghosn, de 52 anos, nascida em Beirute, de nacionalidade americana e libanesa.

Carlos Ghosn já foi um titã da indústria dos automóveis, mas agora está detido no Japão, aguardando julgamento das acusações de improbidade financeira, que teriam sido praticadas enquanto esteva à frente da Nissan.

No começo do ano, Carole foi interrogada durante uma audiência fechada em um tribunal de Tóquio – mas nunca chegou a ser acusada. O motivo real, acredita ela, foi “me envolver na história para enfraquecer Carlos – e me calar”.

A última vez que ela falou com o marido foi em uma manhã de abril, quando a polícia o levou do apartamento do casal em Tóquio.

 

Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, chega a Corte Distrital de Tóquio nesta quinta-feira (23) — Foto: Ren Onuma/AP Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, chega a Corte Distrital de Tóquio nesta quinta-feira (23) — Foto: Ren Onuma/AP

Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, chega a Corte Distrital de Tóquio nesta quinta-feira (23) — Foto: Ren Onuma/AP

 

Ghosn, detido pela primeira vez em novembro do ano passado, foi preso novamente depois, sob novas acusações. Teve susto, lágrimas, e o caos que você poderia esperar quando é acordado às 05:15 por 20 pessoas exigindo entrar na sua casa.

“Acho que queriam nos intimidar e nos humilhar”, avalia. Ela se lembra de ser seguida enquanto andava pelo apartamento, até mesmo quando foi ao banheiro. “Essa mulher (que a seguia) me entregou até a toalha.”

Carole está agora contra-atacando com uma campanha para que a denúncia do tratamento dado a seu marido – considerado “desumano e cruel” por ela – seja levada até o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na cúpula de líderes mundiais do G20, que acontece neste mês em Tóquio. Para isso, pediu ajuda ao presidente dos EUA, Donald Trump, e anunciou que também pretende acionar o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

“Os líderes mundiais vão se reunir na cúpula do G20 no fim do mês. Eu gostaria que o presidente Trump falasse com o primeiro-ministro Abe sobre condições para um julgamento justo, para me deixar falar com o meu marido e para respeitar a presunção da inocência até que se prove o contrário”, declarou em entrevista à BBC.

Cada vez mais preocupada com a saúde de Carlos Ghosn, de 65 anos, e irritada por terem negado seu acesso a ele, Carole decidiu se manifestar.

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