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Home / Internacional / Protestos no Chile deixam 7 mortos no maior episódio de violência desde volta da democracia Vítimas estavam em mercados ou lojas de Santiago que foram saqueadas e incendiadas; autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia Camilla Viégas, especial para O Estado 20 de outubro de 2019 | 14h52 Atualizado 21 de outubro de 2019 | 06h07 SANTIAGO – Confrontos violentos entre a polícia do Chile e manifestantes voltaram a ocorrer neste domingo, 20, em vários pontos de Santiago, mesmo após o presidente Sebastián Piñera suspender no sábado o aumento do preço das passagens do metrô, questão que havia desencadeado os protestos. Autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia, em meio ao “estado de emergência”. Até o momento, 7 pessoas morreram, segundo o Ministério do Interior, e 1.462 foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia após o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). LEIA TAMBÉM >Análise: O que está acontecendo com o Chile? Protestos no Chile As autoridades informaram que mais de 700 pessoas foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia no país Foto: Pablo Vera / AFP Um novo “panelaço” de manifestantes realizado no domingo se transformou novamente em confrontos com as forças especiais da polícia e militares, que repeliram os ataques com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água. “Nós estamos preocupados com a situação. Eu e minha mulher estamos como turistas aqui em Santiago e vimos as imagens na TV. Ficamos apreensivos com a segurança. Estamos tendo problema com alimentação”, disse o brasileiro José Ailson Baltazar, de 59 anos. O país amanheceu com praticamente todo o comércio fechado, vários voos cancelados no aeroporto e ruas vazias, após os protestos iniciados na sexta-feira em razão do aumento do preço das passagens do metrô. O centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e destroços nas ruas. A Associação de Bancos Chilenos informou que 130 agências foram danificadas em todo o país e 30 estão fora de serviço. A rede de supermercados Walmart informou que vai manter todas as lojas em Santiago fechadas, pois 125 unidades foram saqueadas. A população tem tentado se abastecer como pode, já que somente os mercados menores estão funcionando durante parte do dia.
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Protestos no Chile deixam 7 mortos no maior episódio de violência desde volta da democracia Vítimas estavam em mercados ou lojas de Santiago que foram saqueadas e incendiadas; autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia Camilla Viégas, especial para O Estado 20 de outubro de 2019 | 14h52 Atualizado 21 de outubro de 2019 | 06h07 SANTIAGO – Confrontos violentos entre a polícia do Chile e manifestantes voltaram a ocorrer neste domingo, 20, em vários pontos de Santiago, mesmo após o presidente Sebastián Piñera suspender no sábado o aumento do preço das passagens do metrô, questão que havia desencadeado os protestos. Autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia, em meio ao “estado de emergência”. Até o momento, 7 pessoas morreram, segundo o Ministério do Interior, e 1.462 foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia após o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). LEIA TAMBÉM >Análise: O que está acontecendo com o Chile? Protestos no Chile As autoridades informaram que mais de 700 pessoas foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia no país Foto: Pablo Vera / AFP Um novo “panelaço” de manifestantes realizado no domingo se transformou novamente em confrontos com as forças especiais da polícia e militares, que repeliram os ataques com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água. “Nós estamos preocupados com a situação. Eu e minha mulher estamos como turistas aqui em Santiago e vimos as imagens na TV. Ficamos apreensivos com a segurança. Estamos tendo problema com alimentação”, disse o brasileiro José Ailson Baltazar, de 59 anos. O país amanheceu com praticamente todo o comércio fechado, vários voos cancelados no aeroporto e ruas vazias, após os protestos iniciados na sexta-feira em razão do aumento do preço das passagens do metrô. O centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e destroços nas ruas. A Associação de Bancos Chilenos informou que 130 agências foram danificadas em todo o país e 30 estão fora de serviço. A rede de supermercados Walmart informou que vai manter todas as lojas em Santiago fechadas, pois 125 unidades foram saqueadas. A população tem tentado se abastecer como pode, já que somente os mercados menores estão funcionando durante parte do dia.

Protestos no Chile deixam 7 mortos no maior episódio de violência desde volta da democracia

Vítimas estavam em mercados ou lojas de Santiago que foram saqueadas e incendiadas; autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia

Camilla Viégas, especial para O Estado

SANTIAGO – Confrontos violentos entre a polícia do Chile e manifestantes voltaram a ocorrer neste domingo, 20, em vários pontos de Santiago, mesmo após o presidente Sebastián Piñera suspender no sábado o aumento do preço das passagens do metrô, questão que havia desencadeado os protestos. Autoridades decretaram toque de recolher pelo segundo dia, em meio ao “estado de emergência”. Até o momento, 7 pessoas morreram, segundo o Ministério do Interior, e 1.462 foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia após o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Protestos no Chile
As autoridades informaram que mais de 700 pessoas foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia no país Foto: Pablo Vera / AFP

Um novo “panelaço” de manifestantes realizado no domingo se transformou novamente em confrontos com as forças especiais da polícia e militares, que repeliram os ataques com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água. “Nós estamos preocupados com a situação. Eu e minha mulher estamos como turistas aqui em Santiago e vimos as imagens na TV. Ficamos apreensivos com a segurança. Estamos tendo problema com alimentação”, disse o brasileiro José Ailson Baltazar, de 59 anos.

 

O país amanheceu com praticamente todo o comércio fechado, vários voos cancelados no aeroporto e ruas vazias, após os protestos iniciados na sexta-feira em razão do aumento do preço das passagens do metrô. O centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e destroços nas ruas.

A Associação de Bancos Chilenos informou que 130 agências foram danificadas em todo o país e 30 estão fora de serviço. A rede de supermercados Walmart informou que vai manter todas as lojas em Santiago fechadas, pois 125 unidades foram saqueadas. A população tem tentado se abastecer como pode, já que somente os mercados menores estão funcionando durante parte do dia.

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