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Putin reconhece independência de regiões rebeldes da Ucrânia
21/02/2022
Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin via REUTERS
Putin reconhece independência de regiões rebeldes da Ucrânia 21/02/2022 Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin via REUTERS

Rússia admite que usará armas nucleares em caso de ‘ameaça existencial’

A Rússia anunciou nesta terça-feira (22) que poderá usar armas nucleares contra a Ucrânia se sua própria existência estiver ameaçada, informou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pela agência Tass.

A declaração foi dada em entrevista à CNN após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusar o homólogo russo, Vladimir Putin, de estar planejando usar “armas químicas e biológicas” na guerra da Ucrânia.

“A Rússia usaria armas nucleares no contexto do conflito ucraniano apenas se enfrentasse uma ameaça à sua existência”, afirmou Peskov.

Segundo o porta-voz, Moscou tem um “conceito de segurança interna e é público”. “Você pode ler todas as razões pelas quais as armas nucleares são usadas. Então, se há uma ameaça existencial ao nosso país, elas podem ser usadas de acordo com o nosso conceito”, explicou.

O comentário foi feito após a jornalista Christiane Amanpour pressionar Peskov diversas vezes sobre se ele estava “convencido ou confiante” de que Putin não usaria a opção nuclear.

A Rússia iniciou uma ofensiva militar contra a Ucrânia na madrugada do dia 24 de fevereiro. Desde então, há registro de, pelo menos, 925 civis mortos e milhares de soldados, de ambos os lados, que perderam a vida.

Segundo Peskov, os planos do governo russo são “a desmilitarização, a neutralidade, a eliminação dos batalhões nacionalistas, o reconhecimento da Crimeia e das chamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk”.

“A operação especial na Ucrânia está a decorrer como planejado, de acordo com as suas tarefas”, reiterou Peskov, acrescentando que o objetivo “não é a ocupação” do país enquanto que em Mariupol “é libertar a cidade da unidade nacionalista”.

Por fim, ele enfatizou que “não é verdade” que haja resistência na Ucrânia, principalmente porque “há muitos ucranianos que estão colaborando com a Rússia”. (ANSA)

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Autor redacao

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