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Ribeirão Preto eleva geração de empregos, mas ainda acumula 7,5 mil vagas perdidas desde 2014

Fonte EPTV

Mesmo em alta, o ritmo de geração de vagas registrado por Ribeirão Preto (SP) em 2018 é considerado lento pelos economistas.

Segunda do estado com mais abertura de oportunidades entre janeiro e setembro deste ano, a cidade ainda tem um deficit aproximado de 7,5 mil postos de empregos formais herdado do período de recessão econômica do país, segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo.

Depois de quedas do PIB entre 2015 e 2016 e de uma pequena retomada em 2017, há mais gente entrando no mercado de trabalho, mas na quantidade abaixo do esperado, afirma o economista e professor da USP Luciano Nakabashi.

“Ainda está estagnado o PIB per capita da economia brasileira em 2017, mesmo em 2018. A recuperação não está sendo suficiente nem para absorver aquela mão de obra que está entrando no mercado de trabalho”, diz.

Segundo dados divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ribeirão Preto acumula, em nove meses, um saldo de 5.399 postos de trabalho, número sete vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado e superior ao de cidades como Campinas (SP) e Bauru (SP). O setor de serviços, com 4.125 oportunidades, foi o principal responsável por essa elevação.

Somente no mês passado, a cidade abriu 534 postos de trabalho, situação oposta à do mesmo período em 2017, quando o município perdeu 316 vagas. No mês anterior, a cidade consolidou 1.813 oportunidades e o melhor agosto em cinco anos.

O marceneiro Carlos Junior Alves Cardoso, em uma empresa de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV O marceneiro Carlos Junior Alves Cardoso, em uma empresa de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

O marceneiro Carlos Junior Alves Cardoso, em uma empresa de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Os resultados positivos, no entanto, não são suficientes para compensar o total de 12.959 pessoas que ficaram desempregadas entre maio de 2014 e dezembro de 2017.

“Uma das causas que mais afetam a parte psicológica das pessoas é quando elas perdem o emprego, não têm capacidade de sustentar a família. Tudo acaba tendo impacto muito forte nas pessoas e reduzindo o bem-estar social”, diz Nakabashi.

O marceneiro Carlos Junior Alves Cardoso ficou desempregado por um ano e meio antes de conseguir se recolocar em uma empresa que produz móveis planejados. A última firma em que trabalhou faliu durante a crise, segundo ele.

“Estava muito difícil. Recebi muitos nãos. Trabalhei bastante tempo em uma empresa só. Quando eu ia às outras empresas, entregava currículo, fazia entrevista e nada”, lembra.

Em vez de uma causa, o economista avalia que os recentes números em elevação são uma consequência do gradual crescimento econômico brasileiro.

Uma retomada mais expressiva, segundo ele, depende de reformas como as da Previdência e que devem estar na agenda do próximo presidente da República.

“Impacta positivamente nas expectativas dos empresários, atrai capital de fora e afeta investimento. Isso gera uma espiral de crescimento econômico, consequentemente geração de vagas”, avalia.

O economista Luciano Nakabashi, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV O economista Luciano Nakabashi, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

O economista Luciano Nakabashi, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

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