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Suplente de vereador preso por suspeita de tráfico de drogas toma posse na Câmara de Sertãozinho, SP

Fonte EPTV

Câmara de Sertãozinho (SP) empossou nesta quarta-feira (18) o suplente Fábio José da Silva, conhecido como Professor Fábio (SD). Ele ocupa o cargo do vereador Samuel da Silva, o Samuel Sandrin (PR), preso em abril deste ano pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de financiar uma quadrilha de traficantes de drogas.

A posse ocorre após decisão da 2ª Vara Cível da Justiça de Sertãozinho. O suplente entrou com um mandado de segurança por garantias constitucionais para assumir o cargo, vago desde a prisão do parlamentar. Atualmente, Sandrin é mantido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Araraquara (SP).

Na decisão, a juíza Daniele Regina de Souza Duarte considerou que nem a Lei Orgânica do Município nem o regimento interno da Câmara de Vereadores preveem de forma específica o preenchimento de cargo vago de vereador em caso de prisão preventiva.

No entanto, segundo a magistrada, ambos determinam a convocação do suplente para o cargo em caso de vacância ou licença de vereador por mais de 30 dias.

“O vereador está afastado há mais de 60 dias. Seu cargo está vago o que, sem sombra de dúvidas, pode redundar em prejuízos para a população sertanezina, principalmente no que diz respeito à votação de projetos de seu interesse”, afirma a juíza.

De acordo com a decisão, o Professor Fábio deverá ser mantido no cargo até que cesse o afastamento do vereador Samuel Sandrin.

Segundo a assessoria da Câmara dos Vereadores, desde abril o parlamentar preso deixou de receber salário. Os direitos políticos dele não foram cassados.

O G1 não conseguiu contato com a defesa do parlamentar.

Acusações

Sandrin e outras quinze pessoas são acusadas de tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico e organização criminosa.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em outubro de 2017, após uma apreensão de cocaína. A polícia descobriu que os integrantes do grupo tinham funções bem definidas, desde o refino, até a venda da droga e a contabilidade do tráfico.

A droga era distribuída para pequenos traficantes que faziam a venda. Depois, o dinheiro era recolhido, contabilizado e repassado ao chefe da organização e ao financiador.

Para a PF, Sandrin era o financiador da quadrilha. Uma pessoa ligada ao parlamentar foi presa com uma carga de cocaína em setembro do ano passado.

“Ele recebia repasses semanais da organização criminosa e isso nos levou a indícios de que ele era quem movimentava a parte financeira, aplicando e recebendo dividendos”, disse o delegado Flávio Vieitz Reis, na época das prisões.

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Autor redacao

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