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Governador Carlos Massa Ratinho Júnior durante coletiva para a imprensa no Palácio Iguaçu em Curitiba momentos antes de se reunir com secretários de governo - palácio iguaçu - assembléia legislativa do paraná - bandeira do brasil - bandeira do Paraná - centro cívico -

A estratégia discreta e silenciosa de Ratinho Júnior na corrida rumo ao Palácio do Planalto

Por Monica Gugliano
Estadão

Ainda faltam praticamente dois anos para que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja escolhido. Mas, como nunca é cedo para começar, pelo menos cinco governadores da chamada centro-direita estão ventilando seus nomes como postulantes à Presidência da República. Com partidos, métodos e estratégias diferentes, os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), acompanham o desempenho da popularidade de Lula nas pesquisas, em geral, nunca respondem que, sim, disputarão a candidatura presidencial e vão calibrando a exposição pública.

E, mais do que medir as chances que poderiam ter nas urnas, eles estão de olho na preferência “do eleitor”, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja escolha pode, se não decidir, pelo menos influenciar fortemente a votação de qualquer candidato. Nessa corrida camuflada dos possíveis presidenciais nos Estados, a maior vitrine está com Tarcísio de Freitas, que inclusive recebe afagos mais frequentes do ex-presidente. O que não quer dizer que outros nomes menos visíveis estejam sem ação.

Com bem menos exposição na mídia nacional do que os demais postulantes, Ratinho Júnior age quase que como um outsider. Mal parece filho do ex-deputado e apresentador, Carlos Roberto Massa (o Ratinho) que, com a voz sempre acima do tom normal, irreverente e dono de um vocabulário bastante inapropriado, apresenta programas populares em canais de TV.

Sem levantar a voz e com jeito de menino, há poucos dias em um programa de entrevistas na televisão lhe foi perguntado se pensava em concorrer ao Palácio do Planalto no próximo pleito. Saiu pela tangente e optou por dizer que o Brasil possui uma “safra muito boa” de gestores estaduais que podem disputar a Presidência. Mas deixou em aberto a possibilidade de dialogar com os demais governadores. E explicou: “A minha geração está sendo governada, há 40 anos, pela geração da década de 1950 e 1960, que fizeram a sua parte. Ajudaram o Brasil. Agora, a minha geração tem a obrigação de apresentar uma proposta ao País. Isso quer dizer que eu tenho que ser protagonista? Não. Posso ser coadjuvante, colaborador. Pode que esses governadores se reúnam e possam ter um nome de consenso”.

Aliados apontam que Ratinho, apesar de estar no segundo mandato como governador, não tem pressa para concorrer, até pelo fato de ter apenas 43 anos. “Não vejo ansiedade nele por uma candidatura presidencial”, disse um assessor do governador. “O estilo dele é muito tranquilo”, completou o senador Omar Aziz (PSD-AM). Outro ponto a favor do governador, na opinião de correligionários, tem sido sua agenda, por enquanto muito mais voltada aos atos administrativos do que às articulações políticas. “Ele seria um grande candidato e uma boa alternativa a essa polarização que não leva a nada”, observa o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

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