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Witsel

‘Caixinha de propinas’ na Saúde do Rio arrecadou R$ 50 milhões para Witzel e Pastor Everaldo, diz PGR

Paulo Roberto Netto

O empresário Edson Torres, apontado como operador do presidente do PSC Pastor Everaldo, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que a ‘caixinha de propinas’ instituída dentro da Secretária de Saúde do governo Wilson Witzel (PSC) arrecadou R$ 50 milhões entre janeiro de 2019 e junho de 2020.

As revelações basearam a nova denúncia apresentada pela subprocuradora Lindôra Araújo nesta segunda, 14, contra Witzel e o presidente do PSC, Pastor Everaldo – desta vez, por associação criminosa. Ambos fariam parte do ‘núcleo político’ do grupo, responsável por lotear e direcionar verbas públicas em troca de propinas.

O esquema, segundo a Procuradoria, repete o que havia sido feito nas gestões anteriores de Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB), presos da Lava Jato. Witzel seria ‘o novo rosto’ do grupo e teria contado com apoio de Pastor Everaldo, um ‘veterano da corrupção’, segundo a PGR, antes mesmo da eleição.

Em 2017, antes de Witzel deixar a magistratura, dois operadores do pastor repassaram R$ 980 mil para garantir que ele ‘se mantivesse’ por cerca de dois anos caso largasse o cargo de juiz federal e perdesse a eleição. O apoio precoce, segundo a PGR, se traduziu em poder do Pastor Everaldo dentro da secretaria de Saúde após a vitória de Witzel nas urnas.

“Esse controle teve início com a indicação de Edmar Santos ao cargo de secretário de Saúde do governo de Wilson Witzel, que somente foi possível ante a proximidade de Edson Torres e Pastor Everaldo e ao pleno domínio que ambos exercem sobre o partido do governador, o PSC, considerando-se como os ‘donos do partido’”, apontou a PGR.

“Iniciado o mandato de Wilson Witzel, e, por conseguinte, a gestão de Edmar Santos, o grupo liderado pelo Pastor Everaldo e pelo empresário Edson Torres iniciou o seu projeto de ‘privatização’ da secretaria de Saúde”, continuou a Procuradoria.

A ‘caixinha de propinas’ instituída por Everaldo, segundo confissão de Edson Torres, foi abastecida por repasses feitos por cinco organizações sociais: Solidário, Nova Esperança, Mahatma Gandhi, Gnosis e Idab – a Nova Esperança, inclusive, era administrada por Marcos Pereira, irmão de Pastor Everaldo.

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